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Salário médio cai 3,81% no setor de serviços em 5 anos

Pesquisa do IBGE mostrou também tendência de desconcentração, com o Sudeste perdendo espaço

Jacqueline Farid, O Estadao de S.Paulo

07 de julho de 2026 | 00h00

O salário médio do setor de serviços caiu 3,81% em 2005 em relação a 2000, segundo mostra a Pesquisa Anual de Serviços (PAS) do IBGE, divulgada ontem. No mesmo período, em salários mínimos, a remuneração recuou 25,89%, de 3,9 mínimos em 2000 para 2,9 em 2005.O número de pessoas ocupadas no setor de serviços aumentou 28,59% de 2000 para 2005. Segundo o economista do IBGE Eduardo Pontes, o número de pessoas ocupadas cresceu acima da massa salarial, pressionando os salários médios para baixo. ''''A massa salarial não cresceu no mesmo ritmo da ocupação, há serviços que pagam pouco e empregam muito.''''De acordo com a PAS 2005, houve queda real, entre 2000 e 2005, nos salários médios de serviços de informação (-4,71%), serviços prestados às empresas (-4,65%), transportes (-5,70%), serviços de manutenção e reparação (-9,05%) e outras atividades de serviços (-11,96%). Os aumentos ocorreram em serviços prestados às famílias (4,18%) e atividades imobiliárias e de aluguel de bens móveis e imóveis (10,13%).Em salários mínimos, a maior média salarial em 2005 foi das atividades de serviços de informação (7,2 mínimos) e a menor, nos serviços prestados às famílias (1,6 mínimo).DESCONCENTRAÇÃOA pesquisa mostrou que o setor de serviços repetiu entre 2000 e 2005 a tendência de desconcentração regional que vem sendo observada em todos os segmentos produtivos.O Sudeste permaneceu concentrando os serviços, mas reduziu sua fatia na receita de serviços total do País de 68,4% para 65,7% no período. O maior ganho de fatia foi o da região Centro-Oeste, de 5,9% ara 6,8%. As demais regiões também elevaram as suas representações: Sul, de 13,8% para 14,6%; Norte ,de 2,5% para 2,8%; e Nordeste, de 9,4% para 10,1%.No total de pessoas ocupadas, o Sudeste também manteve a hegemonia no setor, mas perdeu participação entre 2000 (62,6%) e 2005 (60,6%). O maior ganho ocorreu no Centro-Oeste, de 6,2% para 7,1%.Ainda no que diz respeito ao número de ocupados, a participação do Estado de São Paulo no setor caiu de 37,8%, em 2000, para 36,2%, em 2005. Os maiores ganhos ocorreram em Goiás (de 1,9% para 2,3%) e Espírito Santo (de 1,5% para 1,9%).

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