ANDRE DUSEK/ESTADAO
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Salário mínimo para 2018 é estimado em R$ 979

Aumento seria de 4,5% em relação ao valor atual, de R$ 937; nesta sexta, governo anunciou revisão da meta fiscal para o ano que vem de déficit de R$ 129 bilhões

Carla Araújo, Idiana Tomazelli e Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

07 de abril de 2017 | 15h49

BRASÍLIA - O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, afirmou nesta sexta-feira, 7, que o salário mínimo previsto para o ano que vem é de R$ 979 – aumento de 4,5% sobre o valor atual. Atualmente, o salário mínimo está em R$ 937.

"É um resultado da aplicação da regra atual", afirmou, durante coletiva para anunciar a meta fiscal para 2018, que será um déficit primário de R$ 129 bilhões para o Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central). A regra, que vale até 2019, determina que o reajuste do salário mínimo seja feito pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de um ano antes, mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores. Como em 2016 a economia encolheu 3,6%, a correção fica apenas por conta da inflação medida pelo INPC de 2017.

Dyogo afirmou que as metas apresentadas são consistentes com o histórico de arrecadação. "Estamos falando de reduzir despesas de 20% do PIB em 2016 para cerca de 18% em 2020", afirmou, reforçando que o ajuste fiscal se dará "mais pelo corte de despesas que pelo aumento de receitas".

Nova meta. O ministro afirmou que a revisão da meta fiscal de 2018 mostra que a equipe econômica tem tentando ser transparente. "Como temos feito desde o inicio do novo governo Temer, temos buscado ser muito transparentes a respeito da política fiscal e dos números que são apresentados", disse.

Dyogo disse que o objetivo é apresentar metas "críveis" que "aumentem a credibilidade da condução a política fiscal". A meta foi revisada, de um número anterior de déficit de R$ 79 bilhões.

O ministro do Planejamento reforçou que a revisão da meta mostra que ainda há um efeito de "atraso da resposta das receitas" e que as empresas ainda entrarão no ano que vem acumulando créditos fiscais. "O nível de atividade, embora tenhamos uma recuperação considerada para 2018, não impacta imediatamente na arrecadação", afirmou. "Por isso, a arrecadação de 2018 está sendo mantida praticamente estável em comparação com 2017."

Do lado de despesa, o ministro destacou que há a limitação por conta do teto dos gastos e que é uma contenção natural. "A partir de 2019, estamos considerando que haverá composição receitas, mas ainda sem voltar aos níveis de 2011, quando a receita era 2% acima do que temos hoje."

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