Salário mínimo teria de ser R$ 2.005 em agosto, aponta Dieese

Renda do trabalhador brasileiro deveria ser 4,31 vezes maior para suprir necessidades básicas de sua família

FLAVIO LEONEL, Agencia Estado

04 de setembro de 2009 | 13h32

Levantamento divulgado nesta sexta-feira, 4, pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostrou que o salário mínimo do trabalhador brasileiro deveria ser de R$ 2.005,07 em agosto, para suprir suas necessidades básicas e da família. A constatação foi feita por meio da utilização da Pesquisa Nacional da Cesta Básica do mês passado, realizada pela instituição em 17 capitais.

Com base no maior valor apurado para a cesta em agosto, de R$ 238,67, em Porto Alegre, e levando em consideração o preceito constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para garantir as despesas familiares com alimentação, moradia, saúde, transportes, educação, vestuário, higiene, lazer e previdência, o Dieese calculou que o mínimo deveria ser 4,31 vezes superior ao piso vigente, de R$ 465.

Em julho, o valor do salário mínimo necessário era menor, de R$ 1.994,82, e correspondia a 4,29 vezes o mínimo em vigor. Em agosto do ano passado, este valor era de R$ 2.025,99, ou seja, 4,88 vezes o salário mínimo, na época de R$ 415,00.

O Dieese informou também que o tempo médio de trabalho necessário para que o brasileiro que ganha salário mínimo pudesse adquirir, em agosto de 2009, o conjunto de bens essenciais caiu, na comparação com o mês anterior. Na média das 17 cidades pesquisas pela instituição, o trabalhador que ganha salário mínimo necessitou cumprir uma jornada de 96 horas e 37 minutos para realizar a mesma compra que, em julho, exigia a execução de 97 horas e 12 minutos. Em agosto do ano passado, a mesma compra comprometia uma jornada bem maior, que chegava a 110 horas e 12 minutos.

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