Salários caem na Grande São Paulo

A pesquisa Seade-Dieese apurou queda de 13,5% na massa de rendimentos dos trabalhadores na Grande São Paulo no período de 12 meses encerrado em novembro. Essa redução, decorrente da queda de 13,9% no rendimento médio real pago na região, provocou uma diminuição na renda disponível para consumo.Cálculos aproximados indicam que em novembro (último dado disponível), circularam pela economia da região R$ 1,026 bilhão a menos em relação ao mesmo período do ano anterior.De acordo com a pesquisa, em novembro de 2000 havia 7,626 milhões de pessoas ocupadas na Grande São Paulo, que receberam, em média, remuneração de R$ 982. Isso indica que a massa de rendimentos pagos naquele mês chegou a R$ 7,488 bilhões.Em novembro do ano passado, o total de ocupados era maior, correspondente a 7,648 milhões de pessoas, mas o rendimento médio pago no período foi menor: R$ 845. Com isso, a massa de rendimentos totalizou aproximadamente R$ 6,462 bilhões.O vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), Miguel Ribeiro de Oliveira, observa que essa queda foi compensada pelo aumento do crédito ao consumidor. Segundo ele, dados do Banco Central mostram que, em dezembro, o crédito para pessoas físicas somou R$ 69,912 bilhões em todo o País, volume 6,2% acima do registrado em igual período de 2000, quando ficou em R$ 51,335 bilhões - uma diferença de R$ 18,577 bilhões. "Para alavancar o consumo, foi preciso aumentar a oferta de crédito", diz Oliveira.Os números do BC mostram que todas as operações de crédito bancário cresceram no período, exceto o financiamento imobiliário, que teve queda de 38,7%, passando de R$ 3,193 billhões em dezembro de 2000 para R$ 1,902 bilhão no fim do ano passado. O maior crescimento, de 58%, foi registrado no financiamento de veículos, que saltou de R$ 15,615 bilhões para R$ 24,685 bilhões.Para a aquisição de outros bens no varejo, como eletroeletrônicos e móveis, por exemplo, o crédito foi de R$ 3,809 bilhões, 15,3% a mais em relação a dezembro de 2000. As operações de crédito pessoal saltaram de R$ 12,381 bilhões para R$ 23,233 bilhões, um aumento de 41,8%. No cheque especial, o volume cresceu 24,9% e totalizou R$ 8,141 bilhões, enquanto no cartão de crédito chegou a R$ 3,361 bilhões, 20% acima de dezembro de 2000.

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