''Salários ficaram estagnados''

Assalariado diz que inflação sobe mais do que a renda

Andrea Vialli, SÃO PAULO, O Estadao de S.Paulo

11 de maio de 2009 | 00h00

Há pelo menos três anos o agente de segurança Evaldo Palmiro não sabe o que é um aumento salarial que compense as perdas da inflação. Funcionário de uma empresa de serviços de segurança, Palmiro tem remuneração fixa e reajustes anuais. A crise, no entanto, fez com que a procura por segurança pessoal caísse em torno de 80%, e por segurança de patrimônio, 50%. "Como a procura caiu, a empresa está reduzindo custos para não perder clientes. "Os salários ficaram estagnados", diz Palmiro. Segundo ele, no ano passado o reajuste salarial acordado entre empresa e sindicato ficou em 3%, mas este ano não deve passar de 2%. "Está longe de compensar a inflação, que sempre fica acima de 4%", diz. Com renda mensal média de R$ 3 mil, ele e a mulher, a esteticista Eliane Nunes Palmiro, são cautelosos nos gastos - a filha do casal, de 17 anos, vai prestar vestibular este ano, e a entrada na universidade deve acarretar despesas extras. Hoje, os gastos com roupas e passeios ficaram em segundo plano. "Temos cautela. Não financiamos nada, é tudo na ponta do lápis."

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