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Saldo comercial do Brasil com exterior deve cair em setembro

O superávit comercial brasileiro deverá fechar o mês de setembro em US$ 4,2 bilhões, 2,7% abaixo do mês passado, estima o Boletim da Fundação Centro de Estudos em Comércio Exterior (Funcex). A entidade projetou para os próximos dez dias a média diária de importações e exportações registrada nas primeiras três semanas do mês. No período, as vendas brasileiras para o exterior registraram média diária de US$ 612,9 milhões, 21% acima do valor no mesmo período do ano passado.Já as compras de produtos do País foram de US$ 402,5 milhões ao dia, 33,8% acima da média do período em 2005. O boletim da entidade registra, ainda, que, mantida esta evolução, as exportações chegarão a US$ 12,3 bilhões este mês e as importações ficarão em US$ 8,1 bilhões. O trabalho também informa que a rentabilidade das exportações brasileiras caiu 1,2% em agosto na comparação com o mês anterior e encolheu 1,4%, ante agosto do ano passado.ImportaçõesAs importações de bens de consumo acumulam crescimento de 85,3% de janeiro a agosto deste ano, comparado ao mesmo período do ano anterior. As compras de bens de consumo final fabricados em outros países são o destaque das importações brasileiras este ano, conforme a Funcex.Segundo o economista da entidade, Fernando Ribeiro, os principais itens que vêm sendo fortemente importados nesta categoria de produtos são aparelhos eletroeletrônicos e automóveis. Apenas em agosto, o crescimento nas compras de bens finais foi de 103,7%, ante o mesmo mês de 2005."Esses produtos são muito sensíveis ao câmbio. Com a valorização, você bareteia o produto e a demanda acaba recaindo sobre o produto importado", explica Ribeiro. Na prática, com o câmbio fraco, fica vantajoso para o varejista comprar mercadorias no exterior e vendê-las no País, para atender a demanda do consumidor, que esse ano vem sendo beneficiado por ganhos de rendimento e facilidade de crédito.Ribeiro cita que montadoras de automóveis já indicam a possibilidade de trazer novos modelos do exterior. Além dos bens duráveis, a Funcex explica que houve crescimentos expressivos nas importações de combustíveis (31,2%) e bens de consumo não duráveis (26,1%).

Agencia Estado,

21 de setembro de 2006 | 20h08

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