Saldo da balança comercial não assusta, diz ministro

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, disse hoje ao chegar ao hotel em Kiev, na Ucrânia, que o resultado da balança comercial brasileira em novembro, que foi o segundo pior saldo do ano, não assusta o País. "Não assusta. Nós esperávamos que tivéssemos dificuldades. Foi um resultado dentro da previsão. Ela (balança comercial) ficará mais ou menos dentro do que prevíamos. Estamos mantendo um superávit comercial também dentro do que prevíamos", disse o ministro.

TÂNIA MONTEIRO, ENVIADA ESPECIAL, Agencia Estado

01 de dezembro de 2009 | 16h44

Miguel Jorge disse acreditar que a recuperação da balança "certamente" virá com o tempo e destacou que a redução do comércio internacional não é um problema do Brasil. "É como eu sempre digo: os 87% do mercado interno é que foram responsáveis pela saída nossa da crise tão rapidamente. O importante é que nós temos de saudar que nós temos um mercado forte e segundo, um PNB baseado no mercado interno", completou.

Questionado se acredita que a balança comercial poderá se reverter logo, o ministro disse que não, lembrando que este dado depende da recuperação da economia interna nos países compradores, que ainda está grave. "Não (irá reverter logo) porque elas dependem muito da economia interna, dos países compradores, que são europeus, Estados Unidos, e até agora não há grandes indícios de que isto esteja bem. Os Estados Unidos continuam perdendo emprego, a economia continua sem decolar, o mesmo acontecendo com as economias desenvolvidas da União Europeia", disse.

A balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 615 milhões em novembro, uma queda de 62,4% ante o saldo de novembro do ano passado, quando a balança teve superávit de US$ 1,634 bilhão. Além disso, o saldo de novembro foi o segundo pior resultado mensal deste ano, perdendo apenas para janeiro, quando a balança registrou um déficit de US$ 529 milhões.

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