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Saldo da balança comercial no ano é positivo <BR> em US$ 7,1 bi

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, informou há pouco à Agência Estado que o superávit da balança comercial deste ano, de 1º de janeiro até ontem, já soma US$ 7,1 bilhões. Este saldo, segundo ele, é resultado de exportações no valor de US$ 25,2 bilhões e importações de US$ 18,1 bilhões. Furlan informou ainda que, no período acumulado de 12 meses, o superávit comercial já ultrapassa os US$ 18 bilhões. Ele destacou que a meta de crescimento das exportações deste ano em relação às de 2002, de US$ 8 bilhões, deve ser quase cumprida já no primeiro semestre do ano. Segundo ele, até ontem, já tinha havido um crescimento de US$ 5 bilhões nas exportações em comparação com as de igual período de 2002. "Portanto, para o resto do ano, o desafio é de apenas mais US$ 3 bilhões", observou. Ele disse acreditar que, até o fim de junho, o aumento das exportações poderá chegar a US$ 7 bilhões. "Quando se alarga a meta, como nós fizemos, de US$ 6 bilhões para US$ 8 bilhões, não é um desejo do ministro ou do presidente da República", afirmou. "Isso é discutido e testado com segurança", afirmou, informando que vem sendo feito um mapeamento setor por setor. Portanto, segundo ele, a não ser que haja uma externalidade (recessão mundial, valorização do Euro), um acidente de percurso muito grave, o País atingirá a meta. "Isso é uma garantia importante para o front externo e para o fluxo de caixa, bem como para uma mudança da relação comércio exterior/PIB e comércio exterior/dívid a externa", afirmou. Redução do risco paísO ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, disse há pouco que o bom desempenho da balança comercial do País, este ano, somado ao trabalho de contenção de gastos da equipe econômica do governo, faz com que o Risco Brasil caia ? taxa que mede a confiança dos investidores estrangeiros na capacidade de pagamento da dívida do país. "Eu acho que o Brasil tem muito o que celebrar nesta área, inclusive pela diversificação de mercados", observou. Segundo Furlan, é preciso que as pessoas entendam que os órgãos do governo (BNDES, Banco do Brasil, Receita Federal, Itamaraty e Secretaria de Comércio Exterior - Secex) estão mudando sua mentalidade em torno de um objetivo comum. Ele disse que o grande desafio do governo para o segundo semestre do ano é manter o ritmo de crescimento das exportações. Furlan lembrou que, em 2002, houve um divisor de águas, a partir de julho, com uma valorização do dólar, pelo fato de o segundo semestre ser sazonalmente melhor do que o primeiro semestre. Ele lembrou que a média das exportações, no primeiro semestre de 2002, foi de US$ 4,2 bilhões por mês e que, no segundo semestre, ela cresceu para US$ 5,9 bilhões. Em 2003, a média no primeiro semestre, até a terceira semana de maio, vem sendo de US$ 5,3 bilhões. Em relação ao superávit, Furlan destacou que, no primeiro semestre do ano passado, o resultado foi de apenas US$ 2,5 bilhões, enquanto que, faltando ainda uma semana para o fechamento de maio, o superávit em 2003 já soma US$ 7,1 bilhões e, na estimativa dele, deve fechar, até o fim de maio, com cerca de US$ 7,5 bilhões e, até junho, em torno de US$ 8 bilhões.

Agencia Estado,

23 de maio de 2003 | 18h59

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