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Saldo da poupança cai 70,3% em outubro e é o pior em 6 meses

Captação das cadernetas foi positiva, pelo sexto mês consecutivo, de R$ 1,042 bilhões, informa o Banco Central

Fernando Nakagawa, da Agência Estado,

06 de novembro de 2009 | 10h39

As cadernetas de poupança tiveram captação líquida positiva de R$ 1,042 bilhão em outubro, conforme dados apresentados nesta sexta-feira, 6, pelo Banco Central. Esse foi o sexto mês seguido em que os depósitos superaram os saques. Apesar do resultado positivo, outubro teve a pior captação desde abril, quando as retiradas haviam superado as aplicações em R$ 941,549 milhões. Na comparação com setembro, o saldo líquido do mês passado foi 70,3% menor.

 

De acordo com o BC, o resultado de outubro foi obtido com depósitos totais de R$ 87,753 bilhões. Parte desse valor, porém, saiu das contas em menos de um mês, já que os saques somaram R$ 81,710 bilhões no decorrer de outubro. Além da captação positiva, as cadernetas existentes também tiveram rendimento de R$ 1,481 bilhão. Dessa forma, brasileiros tinham R$ 302,451 bilhões nas contas em 30 de outubro.

 

De janeiro a setembro, as contas apresentaram captação positiva de R$ 16,771 bilhões. O resultado foi concentrado a partir de maio, já que o início do ano - em meio aos efeitos da crise financeira mundial - foi marcado pelas retiradas das contas: janeiro, março e abril terminaram no vermelho.

 

Apesar da crise, o desempenho dos dez primeiros meses de 2009 é 72,3% maior que o registrado em igual período de 2008 - quando a captação somava R$ 9,733 bilhões. O valor de janeiro a outubro de 2009 é comparável ao resultado de todo o ano passado, que terminou com captação positiva de R$ 17,754 bilhões.

 

Tributação

 

Mesmo registrando um volume significativo de recursos nessa aplicação, considerada a mais popular e conservadora, o governo ainda não vê uma migração em massa de recursos dos fundos de investimento para a caderneta de poupança, fator que determinaria um maior sentido de urgência no encaminhamento, ao Congresso, da proposta de tributação dos rendimentos dessa aplicação.

O envio da proposta foi anunciado duas vezes pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, mas até agora não ocorreu. O recuo mais recente ocorreu por causa da pressão da base aliada, que considera a proposta politicamente explosiva.

 

(Com Fabio Graner) 

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