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Saldo negativo do Brasil com exterior é o pior desde 1947

Saldo negativo de julho ficou em US$ 2,111 bilhões. No mês anterior, era de US$ 2,596 bilhões

Fernando Nakagawa e Fabio Graner, da Agência Estado,

21 de agosto de 2008 | 10h44

Pressionadas por um aumento das remessas de lucros ao exterior, as contas do Brasil voltaram a apresentar saldo negativo em julho. De acordo com dados do Banco Central (BC) , o saldo negativo da conta corrente do balanço de pagamentos em julho foi de US$ 2,111 bilhões. Este é o pior resultado desde julho de 1997. No acumulado de janeiro a julho, a conta corrente tem déficit US$ 19,512 bilhões. Esse valor corresponde a 2,41% do PIB e é o pior da série histórica desde 1947. Em igual período de 2007, as transações correntes tinham superávit US$ 1,695 bilhão. No acumulado em doze meses, a conta corrente tem déficit de US$ 19,494 bilhões, o correspondente a 1,41% do PIB. Em julho de 2007, a conta corrente teve déficit de US$ 719 milhões e em junho de 2008, o resultado foi negativo em US$ 2,596 bilhões. O valor de julho ficou dentro das previsões dos analistas consultados pelo AE Projeções, que variavam de um déficit de US$ 2,5 bilhões a US$ 1,4 bilhões. O resultado ficou em linha com a mediana, que era de déficit de US$ 2 bilhões. Para o resultado do mês passado, a balança comercial contribuiu com um saldo positivo de US$ 3,303 bilhões. Já a conta de serviços e rendas (fretes pagos e recebidos de navios estrangeiros, juros de empréstimos estrangeiros, lucros remetidos e recebidos do exterior) apresentou saldo negativo de US$ 5,785 bilhões. As transferências unilaterais tiveram em julho resultado positivo (ingressos) para o Brasil de US$ 372 milhões.  O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, prevê que o saldo negativo de agosto vai diminuir para US$ 1 bilhão. Segundo ele, há uma tendência de desaceleração do déficit em conta corrente, que já foi verificada no resultado do mês passado em relação a junho. Investimento estrangeiro Ele destacou ainda que a conta corrente vem sendo financiada com recursos duradouros, como o Investimento Estrangeiro Direto (IED), que em julho somou US$ 3,2 bilhões. Em agosto até hoje, segundo Altamir, o fluxo de IED foi de US$ 4,5 bilhões e prevê para o final do mês um fluxo total de US$ 5,2 bilhões. Em julho de 2007, o IED somou US$ 3,613 bilhões e em junho de 2008, US$ 2,718 bilhões. No acumulado de janeiro a julho, o IED soma US$ 19,942 bilhões, valor correspondente a 2,46% do PIB. Em igual período do ano passado o ingresso era de US$ 24,466 bilhões ou 3,28% do PIB. Para o resultado fechado de 2008, o BC manteve a previsão de ingresso de US$ 35 bilhões. Nos 12 meses encerrados em julho, o ingresso de IED totaliza US$ 30,061 bilhões o que equivale a 2,18% do PIB. Em julho, segundo o BC, o investimento brasileiro no exterior somou US$ 412 milhões e no acumulado dos sete primeiros meses do ano esse investimento totaliza US$ 8,991 bilhões. Dívida externa A dívida externa total do País subiu em julho para US$ 208,531 bilhões. A dívida estimada para junho era de US$ 205,254 bilhões. O último dado fechado da dívida é relativo ao mês de março, quando estava em US$ 201,637 bilhões. No dado de julho, a dívida de médio e longo prazo atingiu US$ 166,129 bilhões ante US$ 165,489 bilhões no mês anterior. Já a dívida de curto prazo alcançou US$ 42,402 bilhões ante US$ 39,765 bilhões em junho.

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