Salomon eleva ações do Brasil

A Salomon Smith Barney elevou sua recomendação sobre as ações brasileiras da posição "neutra" para "overweight" (acima da média do mercado). Em nota de pesquisa divulgada hoje, a Salomon diz que sua decisão resultou da recente queda de 13% do índice Ibovespa, da estabilidade do real, da expectativa de redução das taxas de juro pelo Banco Central em fevereiro e do contágio limitado sofrido pelo Brasil com a crise argentina. O peso das ações brasileiras na carteira modelo de América Latina da Salomon foi elevado marginalmente para 39,5%. "Com essa perspectiva mais estável para os mercados financeiros do Brasil, novavelmente os declínios limitados no curto prazo, a Bovespa tem potencial para subir para o nível dos 16 mil pontos em meados do ano", diz a nota; a Salomon prevê que o Ibovespa chegue ao fim do ano na casa dos 18 mil pontos. O banco de investimentos também elevou sua alocação para as ações mexicanas, que já estavam com recomendação "overweight". O peso das ações do México na carteira latina da Salomon passa a ser de 49,5%. Para compensar as duas elevações, a recomendação para posição em cash foi reduzida de 5% para 3%. A Salomon está recomendando que os investidores em América Latina passem para posições "overweight" em ações de telecomunicações e de siderúrgicas; a recomendação para os setores elétrico e de mineração é de "peso zero".

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