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Salomon Smith Barney espera corte de 0,50 ponto

O banco Salomon Smith Barney (SSB) espera um corte de 50 pontos-base na taxa de juros norte-americana pelo Federal Reserve (Fed), que deverá anunciar a decisão logo mais às 17h15. Segundo o estrategista de ações para América Latina do SSB, Geoffrey Dennis, um corte de 50 pontos-base já foi antecipado nos preços e sua confirmação causaria uma "celebração de curto prazo apenas". Além da redução, Dennis espera um viés de baixa, sinalizando mais uma nova redução no futuro próximo pelo Fed. Segundo ele, os mercados mais líquidos da região, como o Brasil e a Argentina, devem se beneficiar do corte. Além disso, a redução alimentaria as esperanças de nova queda na taxa Selic pelo banco central brasileiro. Já o México deverá sofrer com o temor de que mais cortes de juros pelo Fed seriam um sinal de que a atividade econômica nos EUA está bastante fraca. "Se o Fed reduzir os juros em 50 pontos-base hoje, será a primeira vez desde agosto de 1982 que a taxa de juros é reduzida em 100 pontos-base num único mês", acrescentou. Para Geoffrey Dennis, os argumentos a favor de um corte de 50 pontos-base ficaram mais forte depois do discurso de Alan Greenspan (presidente do Fed), na quinta-feira passada, em que ele ressaltou a redução na atividade econômica do país, afirmando que o crescimento está provavelmente próximo de zero neste momento. Mas se houver o elemento surpresa no anúncio de hoje e o Fed cortar os juros em apenas 25 pontos-base, o estrategista do Salomon Smith Barney acredita que haverá um movimento de venda em todas as bolsas de valores latino-americanas. "Se isso acontecer, o mercado deverá ter uma reação bastante negativa", explicou. Bolsas - Apesar de terem apresentado grandes ganhos no dia do último corte da taxa de juros norte-americana pelo Federal Reserve (Fed), as bolsas latino-americanas, na média, acumularam maior parte da valorização ao longo das últimas semanas desde o dia 3 de janeiro. Um levantamento feito pelo estrategista, mostra que apenas um terço dos ganhos das bolsas da região após o último corte dos juros aconteceu no próprio dia em que a decisão foi anunciada. A exceção na América Latina foi justamente da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) em que 52% do ganho de 11,5% em dólar acumulado entre o dia 3 e o dia 26 deste mês foi registrado no próprio dia 3, quando o Fed cortou os juros pela última vez. Na Argentina, por exemplo, o índice Merval subiu 7,2% no dia do anúncio da redução na taxa dos Fed Funds, o que representou apenas 29,6% do ganho acumulado em dólar de 24,3% até a sexta-feira passada. No México, a alta da bolsa no dia do corte de juros foi de 3,8%, ou 28,4% do ganho acumulado de 13,4% no período. Já as bolsas norte-americanas tiveram um comportamento semelhante a da Bovespa. A Nasdaq, por exemplo, subiu 14% no dia 3 de janeiro, ou seja, dia do anúncio do corte de 50 pontos-base no juros. Essa alta correspondeu a dois terços da valorização acumulada até a sexta passada (de 21,4%). No caso do Dow Jones Industrial Average, da Bolsa de Valores de Nova York, o índice registrou alta de 2,8% no dia do anúncio, mas do dia 3 ao dia 26, o Dow Jones acumula variação negativa.

Agencia Estado,

31 de janeiro de 2001 | 11h18

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