Salvaguardas da China limitarão exportações da Cosipa

As salvaguardas anunciadas esta semana pela China para importação de aço devem limitar as exportações da Companhia Siderúrgica Paulista (Cosipa) neste ano. A afirmação é do diretor-comercial da companhia, Renato Vallerini. O executivo explica que, apesar de não atingir diretamente as exportações brasileiras, já que o País é responsável por menos de 3% do total importado pela China, as restrições inibem qualquer projeto de crescimento das vendas externas. Segundo Vallerino, as restrições são reflexos do fechamento do mercado norte-americano e fazem parte do efeito dominó causado pelo protecionismo dos Estados Unidos. "É mais um mercado que fica restrito. Daqui a pouco, esse efeito terá reflexo também no Brasil, que ainda está aberto às importações" afirma. Vallerini avalia que um aumento das importações de produtos siderúrgicos no Brasil só não ocorreu ainda por conta da volatilidade da taxa de câmbio. "Isso deu uma segurada", avalia. Apesar das restrições anunciadas por vários países, a Cosipa mantém sua previsão de exportar 500 mil toneladas de produtos acabados e 1 milhão de placas neste ano. "Vamos acompanhar o andamento do cenário mundial, mas pelo menos por enquanto não reveremos esses números", afirma, admitindo que está cada vez mais difícil exportar. O diretor-comercial da Cosipa diz ainda que as cotas anunciadas pela Usiminas e CSN durante conferência nos Estados Unidos são apenas referenciais das empresas e não foram acordadas entre todas as siderúrgicas. "Só depois de 3 de julho vamos bater o martelo em relação a divisão da cota de exportação para os Estados Unidos", comenta.

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