Salvatore Cacciola passa a noite no presídio Ary Franco

Ex-banqueiro chegou ao País na quinta-feira e decisão judicial pode determinar transferência para Bangu 8

da redação,

18 de julho de 2008 | 06h24

O ex-banqueiro Salvatore Cacciola passou a sua primeira noite preso no Brasil em uma cela comum do presídio Ary Franco, na zona norte do Rio. Ele chegou ao País na madrugada de quinta-feira, depois de oito anos foragido da Justiça brasileira e de passar 10 meses numa prisão em Mônaco.   Veja também: Cacciola não estava tecnicamente foragido, diz ministro do STF Cacciola será transferido para cela especial em Bangu 8 Depois de chegar ao Brasil, Cacciola afirma que nunca foi um foragido  Após extradição, Cacciola chega ao País e vai a presídio no Rio 'Não sou um foragido e confio na Justiça brasileira', diz Cacciola Após extradição, Cacciola diz que errou ao ir para Mônaco Sem algemas e descontraído, Cacciola aguarda retorno ao Brasil Entenda o caso do ex-banqueiro Salvatore Cacciola   Cacciola permanecerá no presídio Ary Franco pelo menos até esta sexta-feira, 18. No início da tarde de quinta-feira, os advogados do ex-banqueiro - Carlos Ely Eluf, Guilherme Eluf e Alan Bousso - saíram de encontro com o subsecretário adjunto da Seap, coronel Francisco Spargoli, informando que ele seria transferido para Bangu 8, na zona oeste, por ter curso superior e direito a cela especial.   "O secretário (Cesar Rubens Monteiro de Carvalho) achou por bem esperar decisão judicial para fazer a transferência", esclareceu Spargoli. Na nota, a Secretaria informa que "em contato realizado pelo Gabinete da Seap em consulta à Vara de Execuções Penais (VEP), o órgão não recebeu qualquer petição que provocasse a avaliação da possibilidade desta transferência." Segundo a nota, "de acordo com o secretário, Salvatore Cacciola permanecerá no Ary Franco até que a Justiça determine a transferência do interno supracitado."   Operação   A operação montada pela Secretaria Nacional de Justiça para transferi-lo começou às 10h20 da última quarta-feira, no Principado de Mônaco. Um grupo de sete pessoas, entre as quais um adido consular, um promotor e agentes da PF, encontraram-se com o diretor de Serviços Penitenciários, Philippe Narmino, no Palácio de Justiça de Mônaco.   Pouco depois das 13h30, horário local - 8h30 em Brasília -, Cacciola deixou a prisão Maison d'Arrêt, na qual viveu desde 15 de setembro. A seguir, ele foi transferido em helicóptero para o Aeroporto Internacional de Nice-Côte d''Azur, em Nice, no sul da França, quando teve seu primeiro contato com o público. Passava das 16 horas quando Cacciola embarcou no vôo AF 7715 da Air France.   A movimentação de policiais franceses chamou atenção dos que esperavam o embarque. Nesse momento, Cacciola permaneceu cerca de 20 minutos exposto ao público, que reagia curioso e tirando fotografias. O empresário não se mostrou constrangido com o assédio dos fotógrafos, mas não quis falar aos jornalistas.   Já no Airbus A320, Cacciola sentou-se cercado de dois policiais. Pediu suco de maçã e permaneceu sentado quase todo o vôo, levantando-se apenas para ceder passagem a um dos delegados da PF que sentava à janela. Na chegada a Paris, foi protegido dos fotógrafos e levado a uma zona de segurança do terminal A do Aeroporto Charles de Gaulle. Lá, embarcou, às 22 horas, no vôo JJ 8055 da TAM com destino ao Rio de Janeiro, cidade que deixou em 2000, antes de partir para o Paraguai e, em seguida, para Roma, onde viveu em liberdade até 2007.   (com Andrei Netto e Daniele Carvalho, de O Estado de S.Paulo)

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