Samaras diz que cortes iminentes são inevitáveis, mas que não haverá mais

Primeiro-ministro da Grécia afirmou que a redução dos gastos públicos é necessária para que o país permaneça na zona do euro 

Sergio Caldas, da Agência Estado,

30 de agosto de 2012 | 13h35

ATENAS - O primeiro-ministro da Grécia, Antonis Samaras, disse hoje que o plano iminente de cortes de gastos públicos é "inevitável" para que o país permaneça na zona do euro, mas prometeu que não haverá mais medidas do gênero no futuro.

Falando a membros de seu partido conservador, o Nova Democracia, Samaras disse que a imagem da Grécia entre seus parceiros europeus - maculada por anos de atrasos e promessas de reformas não cumpridas - começou a melhorar, o que dá a Atenas margem maior para negociar termos mais favoráveis no seu último programa de ajuda, no valor de 173 bilhões de euros (US$ 127 bilhões).

"Como vocês sabem, estamos finalizando o pacote de US$ 11,5 bilhões em cortes de gastos públicos, algo que está em linha com os compromissos. Alguns, ou melhor, muitos destes cortes são difíceis e dolorosos. Mas são inevitáveis. Porque, sem eles, o país voltaria à estaca zero no que diz respeito à falta de credibilidade e, basicamente, deixaria o euro", disse o premiê.

Samaras, no entanto, ressaltou que esse será o último pacote de cortes. "A economia da Grécia não aguenta mais (medidas de austeridade)."

Samaras, que foi eleito após uma disputada segunda eleição parlamentar em junho, é um crítico de longa data das medidas que a Grécia adotou nos últimos dois anos e que levaram o país à recessão.

As novas restrições orçamentárias, que deverão ser finalizadas nas próximas semanas com a chegada a Atenas de uma delegação dos credores internacionais do país, envolvem cortes nos salários de funcionários públicos, em pensões, e nos setores de saúde, educação e defesa, entre outros.

Os cortes e reformas são uma pré-condição para a Grécia receber a próxima tranche de ajuda financeira externa, de 31 bilhões de euros. As informações são da Dow Jones.

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