Samsung fabricará TV de ultradefinição no País

Coreana vai produzir em Manaus as televisões 4K de tela curva; aparelho chegará ao mercado antes da Copa e deve custar a partir de R$ 8 mil

Luiz Guilherme Gerbelli e Nayara Fraga, O Estado de S.Paulo

25 de março de 2014 | 02h07

A Samsung vai começar a produzir na fábrica de Manaus, em abril, suas televisões 4K (ou UHD) de tela curva. Os aparelhos, que devem chegar às prateleiras antes da Copa do Mundo, têm altíssima definição - sua resolução é quatro vezes maior que a Full HD. A companhia espera vender até 100 mil televisores UHD no País até o fim do ano.

A estratégia, segundo William Peter Lima, gerente sênior de produtos na categoria TVs da Samsung Brasil, é apresentar o novo televisor justamente no momento em que o apetite pelo produto estará acima da média. "Principalmente por conta de a Copa do Mundo ocorrer no Brasil, estimamos que 60% das vendas da categoria no ano ocorram no primeiro semestre deste ano. E aí já é uma oportunidade de entrar com esses modelos novos (4K)." Eles deverão custar a partir de R$ 8 mil.

A empresa diz ter estudado as vendas referentes às Copas anteriores e encontrado valor de 5% a 7% para a média de crescimento do mercado de TVs durante esses períodos. "Para este ano, trabalhamos com a meta de 15% a 20% pelo fato de Copa ser no Brasil", diz Lima.

Já à venda na Coreia do Sul e nos Estados Unidos, o modelo da sul-coreana que começa a ser fabricado no Brasil tem como diferencial sua tela curva, considerada mais moderna que a flat. No fim de fevereiro, o aparelho foi anunciado como a primeira televisão UHD a apresentar esse tipo de tela. HS Kim, o vice-presidente executivo da companhia, afirmou, na ocasião, que a Samsung estava "abrindo um novo paradigma em TVs".

A principal diferença que o consumidor nota ao migrar de um televisor Full HD para um 4 K está na sensação de profundidade. A tela curva promete elevar ao máximo essa experiência. Isso significa maior imersão do telespectador no conteúdo transmitido e percepção dos mínimos detalhes - ou na prática, ter, em casa, sensação próxima à da vivida no cinema 3D ao assistir ao filme Avatar, por exemplo, que é cheio de efeitos especiais.

A Samsung ocupa, há mais de oito anos consecutivos, a liderança mundial no segmento de televisores. A empresa investiu cerca de US$ 13,6 bilhões em pesquisa e desenvolvimento.

Mercado. A aposta do setor como um todo é que a era das TVs 4K começa em 2014. Nessa transição de tecnologias, que pretende deixar a Full HD para trás em algum momento, a crescente exigência do consumidor cumpre um papel importante. Se em 2010 o interesse era sair do tubo e ir para a tela plana, agora a busca é por imagem de cinema em telas mais finas do que um iPhone 5s.

O "cinema dentro de casa", no entanto, não sai barato. Em 2012, houve lançamento de TV 4K no mercado brasileiro até por R$ 100 mil. No ano seguinte, preços na faixa dos R$ 10 mil e dos R$ 20 mil começaram a aparecer. Com a expansão do portfólio das fabricantes, a expectativa é de que os preços caiam.

Ter o privilégio de ver televisão em altíssima definição, porém, depende de que o programa seja transmitido em 4K. Aos poucos, produtoras de conteúdo e novelas, como Netflix e Globo, investem nessa definição. House of Cards, série de sucesso produzida pelo Netflix, é um exemplo.

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