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Samsung supera Nokia e assume liderança em celular

No mercado de smartphones, a Nokia ficou em terceiro lugar, depois da Samsung e da Apple

HELSINQUE, O Estado de S.Paulo

28 de abril de 2012 | 03h08

A sul-coreana Samsung desbancou a finlandesa Nokia como a maior vendedora de celulares do mundo em volume, abocanhando uma parcela de 25% do mercado global, frente aos 22% da Nokia, segundo a empresa Strategy Analytics.

Segundo a consultoria, a Samsung também superou a Apple como a maior fabricante de smartphones do mundo, tendo vendido 44,5 milhões unidades, frente aos 35 milhões vendidos pela Apple. A Nokia caiu para o terceiro lugar, com menos de 12 milhões de smartphones vendidos no trimestre, segundo a Strategy Analytics.

Mas a perda da liderança não foi a única notícia ruim para a Nokia. A Standard & Poor's rebaixou a nota de crédito da Nokia em uma posição e advertiu que poderá reduzi-la novamente se o desempenho da empresa não melhorar.

A agência de classificação de risco informou o rebaixamento do crédito corporativo de longo prazo da Nokia de BBB- para BB+, e do crédito de curto prazo de A-3 para B. O rebaixamento foi anunciado depois de a Nokia Corporation registrar prejuízos no terceiro trimestre e uma queda de 30% nas vendas.

"Esperamos agora que a Nokia contabilize margens e fluxos de caixa muito menores em 2012 do que era previsto", informou a S&P. "A previsão é negativa, refletindo a possibilidade de um novo rebaixamento se a Nokia não conseguir estabilizar as receitas e margens e reduzir significativamente seus prejuízos".

A agência de classificação Fitch recentemente rebaixou a Nokia para o status "junk" (lixo), ao passo que a Moody' s rebaixou a empresa para próximo do status "junk".

Timo Ihamuotila, diretor financeiro da Nokia, declarou que a companhia está numa transição, um ano depois de ter feito uma parceria com a Microsoft para incorporar o software Windows em seus novos celulares. "A Nokia está no meio de um programa de transformação que abrange todos os aspectos de nossa empresa", ele afirmou. "O principal foco dessas ações é reduzir os custos da empresa, melhorar o fluxo de caixa, manter uma posição financeira forte e ao mesmo tempo lançar novos produtos no mercado", disse ele, sem dar mais detalhes.

Prejuízo. Na semana passada, a Nokia anunciou um dos piores resultados trimestrais, culpando a acirrada concorrência pelas perdas líquidas de 929 milhões (US$ 1,2 bilhão), com um mergulho nas vendas, especialmente no mercado de smartphones. / AP

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