Saneamento está com 88% das obras inacabadas

Entre os projetos adiados está o Complexo de Manguinhos, no Rio, que deverá estar concluído só em agosto de 2011

, O Estado de S.Paulo

26 de setembro de 2010 | 00h00

Na lista dos serviços que registraram a menor expansão no atendimento da população em 2009, o setor de saneamento básico patinou no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Apesar da enorme carência do País por redes de esgoto e tratamento de água, os projetos ficaram no meio do caminho. Levantamento feito pela ONG Contas Abertas mostra que, até o último balanço do PAC, apenas 12% das obras haviam sido concluídas.

"Dinheiro não foi problema. Faltou projeto de qualidade", destacou o presidente nacional da Associação Nacional da Arquitetura e da Engenharia (Sinaenco), João Alberto Viol. Ele conta que as empresas foram mobilizadas pelo governo para atender à uma demanda de R$ 10 bilhões por ano. "Mas tudo foi feito de forma apressada, sem o planejamento adequado." O resultado é a baixa execução do programa.

Entre os projetos que ficarão para o próximo governo está o Complexo Manguinhos, no Rio de Janeiro, que fará o saneamento integrado (esgoto e tratamento de água)e a urbanização de assentamentos na comunidade. Prevista para o fim deste mês, a entrega da obra foi prorrogada para agosto de 2011.

O mesmo ocorre com projetos de esgotamento sanitário e abastecimento de água. Em Cuiabá, a obra de ampliação e melhoria do sistema de esgoto, que custará R$ 135 milhões e beneficiará 56 mil famílias, foi adiada em mais de um ano por causa da anulação dos contratos com os construtores.

Já o projeto de saneamento integrado de Vitória, que deve atender 2,3 mil famílias, ficará para 2011 por causa de problemas na obtenção de licenciamento ambiental. Procurado, o Ministério de Cidades não respondeu ao pedido de entrevista feito pelo Estado.

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