Saneatins implantará água pré-paga em Palmas

Depois dos telefones celulares pré-pagos, chegou a água pré-paga. O projeto é desenvolvido em Palmas pela Companhia de Saneamento do Estado de Tocantins (Saneatins). Privatizada em março de 2002 e operada pela Emsa - uma das maiores empresas de construção pesada do País -, a Saneatins pretende instalar mil aparelhos de água pré-paga em áreas de elevado consumo da cidade. A tecnologia dos medidores foi fornecida por outra empresa da Emsa, a goiana Misa.O projeto começou há dois anos, em fase experimental, com 11 aparelhos instalados na cidade. Constatou-se que o consumo, nas residências que participaram da pesquisa, baixou em média 29% entre 2000 e 2001. Em dezembro do ano passado, o experimento foi estendido para mais dez residências. O coordenador comercial da Saneatins, José Alberto Souza, explica que "o propósito é controlar o consumo".Para prosseguir com o projeto, a Saneatins espera o aval do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), que está testando os aparelhos. Souza espera que o selo de qualidade dos kits seja obtido ainda em setembro. O contrato com a Misa, cujo valor não foi revelado, prevê a instalação de 16 mil aparelhos em Palmas, cobrindo quase metade das 38 mil ligações existentes na cidade. O aparelho substitui o hidrômetro e é formado por uma turbina acoplada a um gerenciador de consumo que pode ser instalado na cozinha ou na sala. O gerenciado liga-se, via telefone, ao computador central da Saneatins e possui tecla para carga de água. O usuário compra o cartão de água a partir de R$ 5. Depois, raspa uma tarja e digita o código no gerenciador de consumo. Cada mil litros (um metro cúbico) custam R$ 1. Os consumidores que ultrapassam 10 mil litros passam a pagar R$ 1,15 por metro cúbico adicional.Leia mais sobre os setores de Construção Civil e de Energia no AE Setorial, o serviço da Agência Estado voltado para o segmento empresarial.

Agencia Estado,

04 de setembro de 2002 | 15h44

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