Santa Catarina é o Estado do Brasil com maior expectativa de vida

O Estado com a menor expectativa de vida do País é do Maranhão, tanto para os homens quanto para as mulheres

Clara Caldeira, Especial para o 'Estado'

01 Dezembro 2014 | 12h17


FLORIANÓPOLIS - De acordo com dados das Tábuas Completas de Mortalidade do Brasil de 2013, divulgadas nesta segunda-feira, 1, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Santa Catarina é o Estado brasileiro com maior expectativa de vida ao nascer, tanto para os homens (74,7 anos), quanto para as mulheres (81,4 anos). Um exemplo disso é Lorena dos Santos Thomé, que com 88 anos vive sozinha - com a companhia esporádica de uma cuidadora - num apartamento no bairro Córrego Grande, em Florianópolis.

"Aqui não é só bom pra pessoa de idade viver, é ótimo", diverte-se Lorena. "A cidade é tranquila, dá pra andar a pé na rua, sem se preocupar, é muito bom". Ela também conta que recorre ao posto de saúde mais próximo com frequência, quando precisa de algum auxílio. "Eu tenho a carteirinha, e quando preciso vou no posto tirar a pressão ou tomar vacina de gripe. Até se eu tiver alguma emergência é pra lá que eu vou", conta.

Segundo a Secretária Estadual de Saúde, Tânia Eberhardt, o índice positivo foi possível, em grande parte, graças à adesão de 100%, dos 295 municípios do Estado, ao Programa Saúde da Família. "Os postos de saúde realizam trabalhos em grupo e palestras de conscientização que reúnem hipertensos, idosos, diabéticos ou adolescentes", explica. Tânia conta também que, no caso específico dos idosos, os postos de saúde oferecem atividades terapêutica como oficinas de trabalhos manuais, aulas de dança, de música e de ginástica. "A ideia é promover uma mudança de cultura e hábitos de vida para que as pessoas passem a se alimentar melhor, se exercitar, controlar a pressão e assim adoeçam menos", esclarece Eberhardt.

Para a Secretária de Saúde, o diferencial de Santa Catarina é a prevenção desde o berço. "A maioria dos Estados trabalha com a obrigatoriedade de cinco 'testes do pezinho', aqui nós trabalhamos com sete", revela. "Nos últimos anos tivemos uma redução de 5% no número de internações por doenças sensíveis (asma, diabetes, hipertensão)", comemora.

Nos Estados do Espírito Santo, Distrito Federal, São Paulo e Rio Grande do Sul, as mulheres também ultrapassaram a barreira dos 80 anos. Já a menor expectativa de vida é do Maranhão, 69,7 anos. O Estado tem a pior esperança de vida ao nascer tanto para os homens (66,0 anos) quanto para as mulheres (73,7 anos). / COLABOROU DANIELA AMORIM

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