Patrick Rodrigues/Agência RBS
Patrick Rodrigues/Agência RBS

Santa Catarina quer levar o turismo para além das praias

Economia de Chapecó, Blumenau e Joinville, por exemplo, tem crescido graças ao turismo de negócio

Renée Pereira, O Estado de S.Paulo

12 Dezembro 2017 | 05h00

Conhecida pelo belo litoral, Santa Catarina quer desenvolver o turismo para além das rotas praianas e ampliar ainda mais a participação do setor na economia local. Hoje, o setor representa 12,4% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado e emprega 210 mil pessoas. Mas o objetivo é melhorar ainda mais esses indicadores, incentivando áreas com grande potencial turístico.

A lista é grande e inclui roteiros diversificados que vão do turismo de negócios à rota dos vinhos na serra catarinense. “A maior preocupação hoje é descentralizar e dessazonalizar o turismo catarinense para não ficarmos dependentes apenas do verão”, afirma o presidente do sistema Fecomércio de Santa Catarina, Bruno Breithaupt. Ele conta que o setor de turismo uniu força nos últimos anos para traçar um planejamento estratégico para estimular o turismo ano todo, aproveitando as potencialidades inexploradas de cada região.

Tradicionalmente, Florianópolis é o principal destino dos turistas no Estado, mas já é possível verificar alguns avanços importantes. O turismo de negócio, por exemplo, tem movimentado a economia de Blumenau, Joinville e Chapecó. O presidente da Fecomércio destaca que atualmente há cerca de dez hotéis em construção na cidade de Chapecó, local que tem se transformado num ponto de encontro dos empresários do agronegócio. Um dos atrativos é o fato de a cidade ter um aeroporto, o que facilita a vida dos investidores.

Há ainda as festas de outubro em várias cidades. Além da Oktoberfest, bastante conhecida no País inteiro, o Estado tem a Festa Nacional do Marreco (Brusque), Exposição Agropecuária, Industrial e Comercial de Chapecó, Marejada (Itajaí) e Fenaostra (Florianópolis). Isso sem considerar o chamado turismo de experiência, que inclui o parque Beto Carrero, a Rota Cervejeira e visita às vinícolas da serra catarinense.

Infraestrutura local. Para estimular o avanço desses roteiros, a Fecomércio tem feito pesquisas e criado indicadores oficiais para medir o desenvolvimento do setor e tomar decisões mais assertivas. Breithaupt afirma que em algumas regiões o governo melhorou os acessos terrestres para atrair turistas, mas as cidades precisam estar preparadas para receber as pessoas com conforto. Ou seja, a iniciativa privada precisa investir na infraestrutura local, com hotéis, pousadas e restaurantes, para fazer o turismo crescer, diz o executivo.

Na avaliação dele, por exemplo, a concessão do aeroporto de Florianópolis vencida pela europeia Zurich Airport deve dar uma boa ajuda ao turismo local, já que o atual terminal estava saturado e sem conforto para os passageiros. Por via terrestre, as obras na BR-101 continuam, mas a concessionária responsável já perdeu os cronogramas algumas vezes.

“Pela quantidade de praias, beleza, condições de hospedagem e gastronomia, Florianópolis é quem recebe mais gente”, afirma Breithaupt. A cidade continuará a ser o centro turístico, mas a tendência é haver menos concentração.

Até setembro, no acumulado de 12 meses, a receita de turismo do Estado havia crescido 11,5% ante um avanço médio de 2,7% do País.

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