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Santa Ifigênia tem até ''MP9''

Celular contrabandeado tem câmera, TV e internet

Andrea Vialli, SÃO PAULO, O Estadao de S.Paulo

16 de maio de 2009 | 00h00

Basta um passeio pelas imediações da Rua Santa Ifigênia, no centro de São Paulo, para comprovar que boa parte dos aparelhos eletrônicos oferecidos a preços "amigáveis" tem origem na importação ilegal. "O sistema operacional vem em inglês, mas se o cliente preferir nós instalamos em português. Temos o original e o alternativo também", esclarece a atendente de um box especializado em notebooks, em uma das inúmeras galerias da região. A máquina em questão, um notebook HP com 4 gigabytes de memória RAM e leitor biométrico de impressão digital, saía por R$ 2,9 mil, em até quatro vezes "no cheque". O mesmo notebook, com impostos, custa R$ 4 mil nas redes varejistas. Há opções mais em conta - máquinas da Acer por R$ 1,5 mil, R$ 1,7 mil e da Toshiba por R$ 1,9 mil, à vista. Mas a grande vedete da Santa Ifigênia agora são os "MP9": celulares que trazem, entre outras coisas, duas câmeras embutidas, sinal de TV analógico, acesso à internet e possibilidade de o usuário usar dois chips ao mesmo tempo. O nome "MP9" é uma invenção dos vendedores, porque não existe como tecnologia. Muitos trazem a marca Vaic - alusão clara à marca de notebooks da Sony, Vaio. O preço dos "MP9" fabricados na China gira em torno de R$ 300 nesse mercado paralelo, mas há pechinchas. Um dos boxes oferecia o aparelho a R$ 280, "com garantia de dois meses". Um aparelho equivalente, importado legalmente pela EuTV, tem preço sugerido de R$ 799. A própria empresa estima que são comercializados, de forma clandestina, cerca de 100 mil aparelhos por ano, só no Estado de São Paulo.Mas engana-se quem pensa que os eletrônicos importados ilegalmente são vendidos apenas no mercado alternativo. A Operação Gray, deflagrada pela Receita Federal em novembro do ano passado, apreendeu cerca de 500 notebooks ilegais em grandes e conhecidas redes do varejo. "A ousadia de quem atua na ilegalidade é muito grande", diz Edson Vismona, presidente do Instituto Brasil Legal (IBL).

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