Santander anuncia compra de cinco carteiras de crédito

Além disso, o Bradesco anunciou que estuda comprar mais 6 ou 7 carteiras de bancos de menor porte

Ana Paula Ribeiro, da Agência Estado,

15 de outubro de 2008 | 19h53

O Grupo Santander anunciou nesta quarta-feira, 15, que realizou a compra de cinco carteiras de crédito de outras instituições, incluindo de consignado e corporativo. Em nota, o banco afirma que "está em negociação para adquirir novas carteiras". Os valores não foram revelados. Veja também:Consultor responde a dúvidas sobre crise  Como o mundo reage à crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitosEspecialistas dão dicas de como agir no meio da crise A cronologia da crise financeira  Dicionário da crise  No final de setembro, o Banco Central anunciou o desconto sobre o recolhimento compulsório dos depósitos a prazo para os bancos que comprarem carteiras de crédito de outras instituições. O abatimento em vigor é de 70%, desde que os cedentes tenham patrimônio de referência de até R$ 7 bilhões. Entre os bancos privados, Unibanco, Itaú e Bradesco já haviam anunciado a compra desses ativos nas condições estabelecidas pela autoridade monetária e que estudam novas opções.  O Bradesco anunciou, inclusive, que estuda a compra de mais seis ou sete carteiras de crédito de instituições de menor porte. "Isso é um processo que requer avaliação desses ativos", afirmou vice-presidente Arnaldo Alves Vieira. Na segunda-feira, o Bradesco já havia anunciado a compra de uma carteira de crédito consignado e outra de veículos, mas sem divulgar qual o nome dos bancos que fizeram a cessão do crédito. Sobre as perspectivas de crescimento do crédito para o próximo ano, o executivo afirmou que essas considerações ainda não foram realizadas pelo banco. De acordo com Vieira, a única redução da demanda nas linhas de varejo percebida pelo Bradesco ocorreu no financiamento a veículos, com uma queda entre 10% e 15%. Isso fez com que o percentual de propostas aprovadas no varejo como um todo caísse de 55% para 45% nos últimos 30 dias. Para o executivo, as medidas do BC para melhorar o fluxo de recursos entre as instituições financeiras foram positivas e serão suficientes para atender a demanda por crédito, uma vez que haverá uma redução natural da procura com o cenário de incerteza causado pela crise externa. "Além disso, estamos mais seletivos e fizemos alguns ajustes, como reduzir um pouco os prazos e subir um pouco os juros", disse, lembrando que esse é outro fator que reduz o volume de operações de crédito.

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