Santander aposta no crescimento do crédito

Novo presidente da filial brasileira diz que a meta é chegar a 10% do mercado. nos próximos três anos

FERNANDO NAKAGAWA , ENVIADO ESPECIAL / SANTANDER, O Estado de S.Paulo

28 de junho de 2013 | 02h03

O novo presidente do Banco Santander Brasil, Jesús Zabalza, quer levar a filial a ter pelo menos 10% do mercado brasileiro de crédito nos próximos três anos. Atualmente, a instituição tem participação entre 8% e 9%. Na primeira entrevista concedida pelo novo executivo, que assumiu o cargo em 12 de junho, Zabalza diz que o crescimento será feito com o desenvolvimento dos negócios existentes, mas que a casa está atenta a oportunidades de compra.

"Nossa estratégia fundamental é o desenvolvimento do negócio recorrente, mas se aparecerem oportunidades, avaliaremos. Tentamos comprar a Credicard e ficamos em segundo lugar", disse, ao comentar o negócio fechado em maio com a compra da empresa por R$ 2,76 bilhões pelo Itaú Unibanco. Durante a entrevista, Zabalza negou que a instituição tenha qualquer interesse de venda ou conversa com o Bradesco, como chegou a se cogitar no mercado.

Expansão. "Queremos ganhar participação de mercado e temos que crescer ganhando mercado dos concorrentes. Já terminamos nossa integração (com o Real ABN Amro), temos capital, tecnologia, canais e queremos ganhar participação de mercado a cada ano", explicou, ao reforçar que a prioridade é crescer organicamente.

A estratégia do novo presidente do Santander Brasil é tentar ter ritmo de 1,5 vez o mercado de crédito para pequenas e médias empresas nos próximos anos. "Assim, se o mercado crescer 10, quero crescer 50% mais. Ou seja, 15", disse. Com esse ritmo projetado, o banco quer chegar a um milhão de contas e carteira de crédito de R$ 54 bilhões em três anos. Atualmente, a instituição tem 670 mil clientes nas pequenas e médias empresas e carteira de R$ 34 bilhões. Nesse esforço para ganhar mercado, Zabalza afirma que terá de "sacrificar um pouco a rentabilidade".

O novo presidente defende a "relação completa" do cliente com o banco. Isso compensaria parte do menor spread cobrado em operações mais baratas, como o financiamento imobiliário.

O banco também pretende reforçar a rede de atendimento. "Queremos abrir agências em locais do País onde temos menos presença, como, por exemplo, regiões onde o desenvolvimento rural é espetacular. Gostaria de ver mais agências do Santander na região do Recife, nas áreas próximas de Brasília, Goiás e Mato Grosso do Sul"

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.