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Santander: associação questiona recompra

Questionar a oferta de recompra das ações do Banespa pelo Santander diretamente na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) foi a saída da Associação Nacional dos Acionistas Minoritários do Banespa (Anamb) para tentar adiar o processo, até que seja possível saber o real valor econômico do banco.Para o presidente da Anamb, Reinaldo Denis, que protocolou um pedido de suspensão temporária da operação de compra das ações, a diferença de valores precificados em relação ao valor patrimonial do Banespa é tão significativa, que fica difícil avaliar se a proposta de recompra será boa ou não para os minoritários.O valor mínimo das ações definido pelo Banco Central no leilão de privatização da instituição por lote de mil ações foi de R$ 164,71. O novo controlador pagou R$ 627,67 e o valor oferecido aos minoritários é R$ 95. "Outra discrepância está no valor patrimonial do banco, que era de R$ 128,10 e caiu mais de 50% após a realização de um ajuste", argumenta Denis.Proposta não agrada minoritáriosRecentemente, o presidente da Associação Nacional dos Investidores do Mercado de Capitais (Animec), Waldir Corrêa, reconheceu que a proposta do Santander não agradava a todos os minoritários. Segundo Corrêa, existem duas correntes na associação. Uma que acredita que o valor do banco é superior ao da proposta, de quase R$ 200. "A outra corrente recomenda a aceitação da proposta, e é a vencedora dentro da Animec", explica.Enquanto a dúvida permanece, porém, a recomendação de Denis é aguardar um pouco. "Vale lembrar que o acionista pode vender seus papéis até seis meses findo o ano de exercício da oferta", diz ele. Já os especialistas continuam sustentando suas indicações de venda para os papéis do Banespa.

Agencia Estado,

23 de janeiro de 2001 | 11h36

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