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Santander Banespa instala correspondentes bancários em ônibus

O Santander Banespa lançou um modelo inédito de correspondente bancário. O banco fez parcerias com empresas de ônibus de Presidente Prudente, no interior de São Paulo, para instalar correspondentes no transporte urbano. Em 2007, o sistema deverá ser estendido a outras cidades do País.O superintendente de Correspondentes Bancários do Santander Banespa, Luís Ricardo Torniero, disse que os moradores de Prudente poderão pagar contas de água, luz, telefone e boletos, além de recarregar o celular dentro do ônibus. Os serviços serão intermediados pelo próprio cobrador.Na catraca do ônibus, haverá um leitor de código de barras, assim como um cofre. O cobrador passará a conta ou o boleto no leitor, que também identificará o troco a ser dado ao cliente. O dinheiro recebido será, então, colocado no cofre. O pagamento só poderá ser feito em dinheiro, e as contas devem ter valor máximo de R$ 200,00.Segundo o executivo, 22 ônibus do município já funcionam como correspondentes. O banco instalará o serviço, chamado PagPerto, na frota total de 110 ônibus da cidade. "Até o final deste ano, ficaremos restritos a Presidente Prudente. No primeiro semestre de 2007, queremos alcançar mais seis municípios", disse.De acordo com Torniero, a idéia surgiu após contato do banco com uma empresa local, a Innovare, que tem um sistema de rastreamento de ônibus e fez uma pesquisa com a população de Prudente. O estudo mostrou que, dos quase 50 mil usuários do transporte coletivo da cidade, 66% desejavam pagar contas e 52% recarregar o celular no ônibus.O passageiro fica de 20 a 40 minutos por dia dentro do ônibus, tempo ocioso que poderá utilizar para pagar as contas. "A expectativa é realizar 100 mil transações por mês entre pagamentos e recargas", afirmou. Depois de Presidente Prudente, o Santander Banespa implantará o serviço em outros municípios de médio porte. Em uma terceira etapa, poderá alcançar as capitais.Esse sistema do correspondente é independente do de arrecadação de passagens. Assim, enquanto uma pessoa utiliza o PagPerto, a outra pode passar pela catraca. Os ônibus estão sendo equipados com um sistema de segurança especial, com câmera e cofre, cuja abertura é comandada remotamente, sem a participação do cobrador.O dinheiro das passagens e dos documentos pagos no PagPerto serão recolhidos por uma empresa de especializada no transporte de valores. "Queremos garantir a segurança do cobrador e dos passageiros", disse. No projeto piloto, o risco de assaltos está sendo assumido pelo Santander Banespa.Para a instalação do novo modelo, o banco pediu autorização para a prefeitura e negociou com as empresas de ônibus. Essas empresas receberão uma remuneração pela atuação como correspondente bancário. "Também conversamos com o sindicato dos cobradores, que apoiou a iniciativa por entender que é uma forma de garantir os empregos", disse. Muitos cobradores têm sido substituídos por catracas eletrônicas nos centros urbanos.O superintendente do Santander Banespa afirmou que os correspondentes bancários também poderão ser usados, no futuro, para a venda de produtos da instituição financeira, como capitalização, microcrédito e conta corrente. "Consideramos um mercado bastante promissor porque os usuários de transporte urbano têm pouco acesso a banco."O Santander Banespa tem hoje uma rede de correspondentes bancários de cerca de 1.000 pontos espalhados pelo País, dos quais 85% estão no interior de São Paulo. São estabelecimentos comerciais geralmente de pequeno e médio porte. A expectativa é que sejam 1.200 até o final do ano. O Santander Banespa é o quarto maior banco privado do País em ativos.

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