Andrea Comas/Reuters
Andrea Comas/Reuters

Santander Brasil deixa de ser a unidade mais lucrativa do grupo

Unidade brasileira do Santander foi superada pelo Reino Unido e perde posto de líder pela primeira vez desde 2010

Fernanda Guimarães, O Estado de S. Paulo

03 Fevereiro 2015 | 07h56

O Santander Brasil anunciou nesta terça-feira, 3, lucro líquido gerencial (que não exclui o ágio da compra do banco Real) de R$ 5,850 bilhões, crescimento de 1,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Com esse resultado, o Brasil deixou de liderar a geração de lucro para a sede do banco espanhol, pela primeira vez desde 2010. Em 2014, o Brasil gerou 19% do resultado do grupo espanhol e empatou em termos porcentuais com o Reino Unido. Em valores, porém, o lucro do Santander Reino Unido superou o Santander Brasil por 18 milhões de euros.

No quarto trimestre de 2014, o lucro líquido gerencial da unidade brasileira ficou em R$ 1,521 bilhão, montante 7,95% superior ao do mesmo período de 2013, de R$ 1,409 bilhão. Na comparação com os três meses anteriores o resultado foi 3,9% maior.

No critério societário, o lucro do Santander nos últimos três meses do ano ficou em R$ 578 milhões, aumento de 15,6% em relação ao mesmo período do ano passado, de R$ 500 milhões. Em relação ao terceiro trimestre a alta foi de 7,63%.

A carteira de crédito ampliada do Santander, que inclui as outras operações com risco de crédito, ativos de adquirência e avais e fianças, totalizou R$ 310,593 bilhões ao fim de 2014, crescimento de 11% em 12 meses. Em relação ao registrado ao fim do terceiro trimestre do ano, o aumento foi de 6%.

O segmento pessoa física apresentou uma evolução de 4% em doze meses, fechando dezembro com R$ 78,292 bilhões, ao passo que a de grandes empresas na mesma comparação cresceu 22,4% no ano, para R$ 98,699 bilhões. A carteira de crédito para pequenas e médias empresas, por outro lado, recuou 5,8% em 2014, para R$ 31,767 bilhões.

O patrimônio líquido totalizou R$ 50,453 bilhões no quarto trimestre do ano, queda de 5,6% ante o visto um ano antes. Em relação aos três meses anteriores ficou estável (-0,1%). O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) excluindo o ágio, ficou em 12,1% ao final do ano, ante 10,5% um ano antes e de 11,6% no trimestre imediatamente anterior.

Os ativos totais do banco somaram R$ 589,956 bilhões ao fim de dezembro, alta de 21,4%. Em relação ao terceiro trimestre do ano houve crescimento de 14,6%.

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