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Santander corta 300 bancários do antigo Real

Em todo o grupo, foram demitidos entre 400 e 500 pessoas

, O Estadao de S.Paulo

17 de janeiro de 2009 | 00h00

Entre 400 e 500 bancários do grupo Santander foram demitidos ontem. A maioria deles, cerca de 300, trabalhava na área administrativa do banco, concentrada na capital paulista, e são oriundos do Banco Real, adquirido pelo Santander em julho de 2007. O Santander não se pronunciou sobre as demissões, informadas pelos funcionários ao Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. As demissões surpreenderam a direção do sindicato, que não foi informado e negociava com o banco a realocação de funcionários da área administrativa para agências, licença remunerada para aposentadoria e incentivos aos aposentados que permanecem em atividade. Na segunda-feira, o sindicato fará uma plenária com trabalhadores para falar sobre as demissões e mobilizar os bancários para protestar contra as dispensas. "Algum executivo está descumprindo o que nos falou o presidente mundial do Santander, Emilio Botin", disse a diretora executiva do sindicato, Rita Berlofa. Segundo ela, Botin afirmou que a fusão dos bancos resultaria na expansão dos negócios e na abertura de 400 novas agências bancárias. Diferentemente da aquisição da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil, os bancários do Real e do Santander não conseguiram um acordo de garantia de emprego. Recentemente, as direções de Itaú e Unibanco declararam que a fusão dos grupos não resultaria em demissões, mas não houve compromisso formal. Segundo ela, há uma grande carência de funcionários nas agências do grupo, enquanto o Santander continua a ter "lucros exorbitantes". "Essas demissões são tentativas de aumentar o lucro ou estão relacionadas à incompetência de gestão. A operação brasileira é responsável por 20% de toda a lucratividade do grupo no mundo", declarou. "Ninguém pode justificar as demissões por causa da crise. Eles estão se aproveitando da situação. O Santander passou quase ileso pela crise, foi dos que menos sofreu", acrescentou.De acordo com Rita, já havia reunião marcada para o dia 22 entre a direção do banco e a do sindicato. O sindicato pretende cobrar o motivo das demissões e afirma que lutará por readmissões. "Vamos reivindicar readmissão de funcionários. Algumas dispensas são excessivamente cruéis. Foram demitidas pessoas próximas da aposentadoria. Demitiram até grávidas, o que é contra a lei, e terão de readmiti-las. Quem deu essa ordem atrapalhou o processo de negociação."

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