Epitácio Pessoa/Estadão
Epitácio Pessoa/Estadão

Santander cria aplicativo para quem não tem conta em banco

Chamado de Superdigital, serviço permite dividir contas, pedir dinheiro emprestado e até fazer vaquinhas virtuais

Ricardo Rossetto, O Estado de S.Paulo

09 de maio de 2017 | 16h39

O Santander lançou nesta terça-feira, 9, a sua versão de banco digital para tentar fazer frente ao avanço das fintechs, como são chamadas as startups de tecnologia com soluções para o mercado financeiro.

Batizado de Superdigital, o produto é uma versão repaginada da ContaSuper, startup adquirida pela instituição em março do ano passado.

Por meio de um aplicativo, o banco mira pessoas que não têm hoje conta em banco ou quem busca realizar transações financeiras entre contas de diferentes bancos.

Para quem já tem o hábito de pagar as contas ou realizar transferências por meio de aplicativos, a maior novidade da plataforma é a ferramenta de chat, por meio da qual será possível dividir contas, pedir dinheiro emprestado aos amigos cadastrados ou arrecadar dinheiro para uma vaquinha. 

A conta funciona por meio de assinaturas, que variam entre R$ 7,90, para planos individuais, e R$ 11,90, para planos com até dois cartões extras, sem custos adicionais. 

Ao escolher o pacote, o usuário recebe um cartão de débito internacional pré-pago, com a bandeira Mastercard e com saques ilimitados, além de poder realizar recargas de celulares e de cartões de transporte público, pagar contas e fazer saques nacionais e internacionais em até 10 moedas estrangeiras. 

Também é possível experimentar o produto gratuitamente, mas com um limite de R$ 200 para qualquer transação financeira. 

A meta é de que a Superdigital alcance, em cinco anos, 10 milhões de clientes pelo País. 

Para o CEO da Superdigital, Ezequiel Archipretre, a ferramenta cobra um preço "justo", e pondera que as pessoas só pagarão a mensalidade quando realizarem movimentações na conta. "Não acredito no conceito de fintech que conquista o cliente e depois passa a cobrar deles.Temos a vantagem de que na nossa plataforma, o usuário nunca ficará negativado nas instituições de crédito, por exemplo", afirma. 

O processo de desenvolvimento da ferramenta durou seis meses, e contou com a participação de gamers, especialistas em tecnologia e influenciadores digitais. O público-alvo, em um primeiro momento, são pessoas entre 25 e 35 anos, mas o objetivo, explica Ezequiel, é atingir também aqueles usuários que não estão acostumados a confiar nas ferramentas digitais para cuidar do seu patrimônio financeiro. "Todas as nossas funções financeiras estão protegidas, uma parte considerável do nosso investimento foi nesse setor. Mas as mensagens do nosso chat não são criptografadas, porque nossa proposta não é ser uma rede social", conta. 

Ao longo do ano há a expectativa de que novos serviços sejam disponibilizados, como, por exemplo, funções de cartão de crédito ou até mesmo opções de investimentos. De modo geral, a Superdigital quer se manter longe do esteriótipo de banco tradicional."Não somos um ecossistema fechado, estamos 100% integrados com todo o sistema financeiro nacional. Queremos transformar o jeito como as pessoas se relacionam, e proporcionar a melhor forma de elas trocarem dinheiro", projeta Ezequiel. 

 

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