Andrea Comas/Reuters
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Santander de Portugal volta a aceitar transações ligadas à bitcoin

Instituição decidiu suspender transferências em euros para contas bancárias com origem em negócios relacionados a moedas virtuais

Célia Froufe, Correspondente, O Estado de S.Paulo

18 de janeiro de 2018 | 18h44

LONDRES - Depois de a imprensa portuguesa noticiar em peso no início desta semana, com base em relatos de correntistas, que o Banco Santander em Portugal (Santander Totta) decidiu suspender transferências em euros para suas contas bancárias com origem em negócios relacionados com bitcoins e demais criptomoedas, a instituição voltará a permitir transferências. 

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A informação foi publicada há pouco no site financeiro do lusitano Diário de Notícias, Dinheiro Vivo.

Pelas declarações dos clientes dos bancos retratadas pelos veículos de comunicação português, o impedimento estava em vigor desde o fim do ano passado, o que gerou uma onda de críticas e até iniciativas de troca de bancos. 

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O Dinheiro Vivo acrescentou que alguns correntistas procuraram a Associação para a Defesa do Consumidor (Deco, o equivalente ao Procon brasileiro) e o Banco de Portugal (o banco central lusitano) para registrarem suas reclamações. 

A Deco avaliou que o bloqueio não tem base legal e o Banco de Portugal não se manifestou sobre o assunto.

Investidores confirmaram ao site informações sobre o desbloqueio das transferências para entidades do setor, como a Coinbase, para, no máximo, na semana que vem. 

Nesta quarta-feira, o Santander Totta negou "quaisquer medidas contrárias às criptomoedas ou a quem com elas opera". Por meio de nota, a instituição reforçou que não poderia comentar sobre a atividade de seus clientes e reafirmou que acompanha todas as operações dentro do seu âmbito, conforme as exigências regulatórias.

Um grupo de investidores chegou a divulgar uma petição em defesa das criptomoedas, salientando que a instituição espanhola apoia a ripple, que é considerada a "moeda virtual dos bancos".

Assim como ocorreu em outras partes do mundo, inclusive no Brasil, o Banco de Portugal e a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (equivalente à CVM brasileira, que foi até mais dura sobre esse tema) fizeram alertas sobre os riscos desse tipo de investimento.

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