Santander deixou marcas com o Noroeste

O principal motivo da preocupação dos analistas com o tratamento que o Santander vai dispensar aos acionistas minoritários do Banespa é que o banco espanhol não tem um histórico dos mais promissores nessa área: em 99, a instituição incorporou o Noroeste de maneira controvertida. O acionista Renato Cifali explica que o Noroeste, uma instituição de capital aberto, com ações negociadas em bolsa, foi incorporado pelo Santander Brasil, um banco de capital fechado. Para não ficar com papéis que não são negociados em bolsa, os acionistas acabaram aceitando o reembolso oferecido pelo banco espanhol, de R$ 1,10 por ação baseado no valor patrimonial do Noroeste em 31 de maio passado. No entanto, os minoritários queriam receber R$ 2,42 por ação, e continuam pleiteando na Justiça, entre outras coisas, o pagamento da diferença entre o valor pago pelo banco e o reclamado, definido num estudo realizado pela KPMG.O presidente da Animec, Waldir Corrêa, quer negociar com o Santander um tratamento melhor para os acionistas do Banespa. Mesmo preocupado, ele entende que hoje o minoritário está um pouco mais protegido, uma vez que a CVM está mais atuante e a legislação atual dificulta que o controlador tome algumas medidas arbitrárias contra os minoritários. Em setembro, a CVM baixou a Instrução Normativa n.º 345, pela qual o fechamento de capital só ocorrerá se 67% dos acionistas concordarem com a oferta. Se isso não ocorrer, o controlador poderá desistir da operação ou comprar apenas um terço dos papéis (veja mais informações no link abaixo).

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.