Santander lucra R$ 2 bi no 1º trimestre

Participação da operação brasileira no resultado global do banco espanhol já chega a 25%

Altamiro Silva Júnior,

29 de abril de 2011 | 01h37

A participação do Brasil nos resultados globais do Santander se ampliou no primeiro trimestre. O país respondeu por 25% do resultado global do banco nos meses de janeiro a março, acima dos 22% do mesmo período do ano passado. "O Brasil tem uma presença cada vez mais forte dentro do banco e a tendência é ter participação maior", disse ontem o novo presidente do banco espanhol no País, Marcial Portela.

O banco anunciou ontem um lucro líquido de R$ 2,071 bilhões no primeiro trimestre, um crescimento de 17,5% sobre o resultado de R$ 1,763 bilhão registrado no mesmo período de 2010. Os ativos totais somaram R$ 383,9 bilhões, um avanço de 21,5% ante o primeiro trimestre de 2010. O patrimônio líquido final alcançou R$ 74,7 bilhões, alta de 5,6% em relação ao mesmo período do ano passado.

Em todo o mundo, o lucro do banco no primeiro trimestre foi de 2,1 bilhões, uma queda de 4,8% em 12 meses. A América Latina respondeu por 43% do resultado, seguida pela Europa, com 35%. Dentro do continente latino-americano, o Brasil participa com 58% dos ganhos.

Portela, que é espanhol e trabalhou na Telefônica antes de entrar no Santander, diz que os números do Brasil impressionam quem vem de fora. Ele cita como exemplo o fato de o Santander ter aberto 640 mil contas correntes no ano passado no País e ter inaugurado 141 agências. "Somente essa expansão equivale ao tamanho de um banco inteiro em outros países", disse.

O foco para expansão dos negócios, mais que o crédito, é a expansão da rede e dos serviços bancários, segundo o executivo. A estratégia é que operações com cartões e venda de seguros e outros serviços bancários ganhem peso dentro dos negócios do banco. "Queremos tirar um pouco o foco no crédito. A atividade bancária não é só crédito, é mais abrangente e tem outras oportunidades."

Aquisições. Portela destaca que a estratégia do banco para o Brasil é o crescimento orgânico, mas não descarta aquisições e alianças estratégicas, se surgirem oportunidades. Em seguros, o executivo disse que o banco não quer ter uma seguradora. O objetivo é distribuir seguros na rede. "Nossa força nos seguros está na distribuição, não em fazer o produto. Não só no Brasil, mas em todos os mercados em que operamos." Por isso, o banco fechou acordo com a seguradora alemã Zurich para operar na área na América Latina.

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