Santander pode ter que injetar mais capital no Brasil, diz UBS

O banco Santander Central Hispano (BSCH) poderá ser obrigado a realizar uma forte injeção de capital nas suas filiais brasileiras caso ocorra um agravamento da situação econômica no país. A afirmação foi feito em um relatório para investidores d o banco UBS Warburg. O diário espanhol El Mundo afirmou neste final de semana que o relatório do UBS Warburg alerta que a dívida pública brasileira poderia criar problemas ?irresolúveis? para o BSCH. Tudo vai depender da capacidade do governo brasileiro de ?reconduzir a situação? e ?transmitir confiança aos mercados?. O UBS Warburg rebaixou as suas estimativas de lucros por ação do BSCH e reduziu a sua recomendação para os papéis do banco espanhol de ?comprar? para ?manter?. O UBS considera que o impacto da crise argentina e as incertezas geradas pela possível vitória de Lula (PT) nas eleições de outubro permitem especular com a possibilidade de uma suspensão dos pagamentos da dívida externa brasileira. Um calote no Brasil obrigaria ao BSCH a injetar capital em suas filiais no país, Banespa e Santander Brasil, que, no final do ano passado tinham uma certeira total de dívida pública brasileira de ? 10,2 bilhões, equivalentes a 47% dos ativos do grupo no país. Segundo estimativas conservadors do UBS Warburg, nesse caso o BSCH teria que injetar ? 750 milhões em suas operações no Brasil. A filial do BBVA, BBV Brasil, também seria afetada, embora em bem menor intensidade já que a sua exposição à dívida pública brasileira não supera os ? 1,6 bilhão.

Agencia Estado,

15 de julho de 2002 | 12h11

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