Santander prevê abertura de 600 agências no País até 2013

Recursos para investimento virão de oferta de ações nas bolsas de São Paulo e Nova York

Efe, NOVA YORK, O Estadao de S.Paulo

05 de setembro de 2009 | 00h00

A filial brasileira do Santander prevê a abertura de 600 agências no Brasil nos próximos quatro anos, com um aumento de cerca de 30% em sua rede. A informação consta de documentação enviada à Comissão de Valores Mobiliários (SEC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos.

"Planejamos a abertura de 600 novas agências para 2013 em nossa área do Sul e Sudeste brasileiros, bem como em outras regiões onde temos uma massa crítica" de clientes, explicou o banco, que pretende colocar em bolsa 15% de seu capital com uma oferta pública de ações no Brasil e nos EUA.

Com isso, o banco aumentaria em 28,7% a rede de agências que possuía em 30 de junho de 2009, quando contava com 2.091 estabelecimentos no Brasil, além de 1.521 postos em empresas clientes. "Trataremos de melhorar e ampliar os canais de distribuição para nossos produtos por meio de nossa rede tradicional de agências, e também por vias alternativas de marketing e venda direta", explicou o banco, que no fim de junho passado possuía 18.203 caixas eletrônicos no País.

Na documentação remetida à SEC, o banco detalha que 70% do dinheiro que levantar com a oferta de ações - recursos estimados em cerca de R$ 7 bilhões - serão investidos em infraestrutura (incluindo a abertura de agências e caixas eletrônicos) e no financiamento de operações de crédito. Outros 20% serão utilizados para melhorar suas estruturas de financiamento e os 10% restantes para aumentar seu capital.

"Nosso objetivo é ser o primeiro banco de serviços completos no Brasil em termos de receita, rentabilidade e reconhecimento de marca, além de satisfação do cliente e da força de trabalho", disse o banco no documento enviado à SEC.

Para isso, o banco pretende aumentar suas operações hipotecárias no Brasil, motivado pelo "déficit imobiliário" do País; buscar meios para melhorar suas margens operacionais; manter uma "disciplina investidora" em áreas que possam trazer uma melhoria na gestão dos clientes e um aumento das receitas; e detectar sinergias com o Banco Real, instituição que adquiriu em 2007.

"Nossa integração já mostrou uma redução significativa de custos, e acreditamos que há possibilidades de reduzir ainda mais os custos operacionais", acrescentou o banco.

Nos próximos anos, o banco se propõe também a ampliar os serviços prestados às multinacionais presentes no Brasil e às empresas nacionais com operações no exterior, com o apoio da presença internacional do grupo bancário espanhol.

"Esperamos nos beneficiar da forte posição que o Grupo Santander ocupa no mercado como um agente chave no setor bancário mundial", afirmou o banco na documentação apresentada às autoridades americanas.

O banco pretende também ampliar os serviços bancários comerciais entre seus clientes, oferecer facilidades para o financiamento de automóveis e aumentar sua participação no mercado com a oferta de "produtos bancários inovadores" e daqueles com maior potencial de crescimento no Brasil, como "cartões de crédito e seguros".

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