Santander vai expandir no interior do País, diz Rial

A expansão do Banco Santander Brasil deve ocorrer no interior do País, para aproveitar o bom desempenho e o potencial do agronegócio brasileiro, segundo o presidente do conselho de administração do banco, Sérgio Rial. "O Santander está pronto para competir. Hoje, é o único banco internacional com escala global presente no Brasil", disse ontem no lançamento do comitê "Liderança & Juventude da Sociedade Rural Brasileira", em São Paulo. "Já contamos com 800 agências que atendem o agronegócio e a possível expansão do banco ocorrerá no interior do Brasil, para atender o setor."

O Estado de S.Paulo

28 de outubro de 2015 | 02h02

O presidente do conselho do Santander disse também que o banco tem ampliado o volume de recursos destinados ao crédito rural, mas enfatizou que o setor agropecuário não precisa apenas de financiamento dos bancos. "O agronegócio não precisa só de financiamento; temos de encontrar caminhos para que a gestão do capital de risco do produtor seja mais eficiente. Há muita coisa por fazer neste segmento. É preciso inovação em gestão de capital de risco", declarou.

Rial avaliou, também, a concorrência do Banco Santander no atendimento ao agronegócio. "Hoje só tem um concorrente para o Santander, que é o Bradesco. Este tem boa presença no País. O Itaú é menos ambicioso no que diz respeito ao agro. Por isso, vamos crescer, vocacionar nossas agências e preparar nosso time para ajudar o setor, inovando", afirmou.

Na avaliação de Rial, o agronegócio é o único setor em que o Brasil tem competitividade em âmbito internacional. "É o único setor em que o País realmente compete globalmente. Nos outros setores, somos um mercado de consumo", disse. As condições climáticas e naturais do Brasil não são as únicas vantagens competitivas do setor. Para o executivo, a atuação da população do Sul do Brasil é decisiva para o bom desempenho do agronegócio brasileiro. Rial ressaltou que, no entanto, que os próximos dez anos serão muito mais difíceis para o setor de commodities. "Além do movimento do petróleo, há desenhos demográficos hoje assustadores." / CLARICE COUTO

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