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Santo Antônio paga dívida de R$ 860 milhões

Com aporte dos sócios, usina saldou débitona CCEE e conseguiu evitar seu desligamento do mercado

ANNE WARTH / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

09 de setembro de 2014 | 02h04

A Santo Antônio Energia pagou ontem todas as suas despesas com energia na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Segundo fontes consultadas pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, a empresa depositou R$ 860 milhões referentes à compra de energia no mercado de curto prazo em julho, que vencia nesta segunda-feira.

Com o depósito dos recursos, a Santo Antônio Energia terá o processo de desligamento da CCEE interrompido. A empresa permanecerá, no entanto, sob análise da câmara, que vai acompanhar seu comportamento nas próximas liquidações. O pagamento das despesas de Santo Antônio impediu que os clientes do mercado livre e as distribuidoras de energia, que compram energia da hidrelétrica de Santo Antônio, ficassem expostos e tivessem de pagar pela energia que não foi entregue pela usina.

Com isso, também cai o repasse, às distribuidoras, da parcela do empréstimo intermediado pelo governo com um sindicato de bancos. O valor total da transferência, que seria de R$ 549,5 milhões, será reduzida para algo em torno de R$ 250 milhões - R$ 300 milhões eram referentes à energia que Santo Antônio não produziu.

Ao não produzir a energia prometida aos clientes do mercado livre e distribuidoras, a obrigação da usina é recomprá-la no mercado de curto prazo, o que a Santo Antônio fez ontem. A empresa está em litígio com a Aneel, que analisa se ela tem direito de adiar a entrega de energia às distribuidoras. A concessionária argumenta que greves atrasaram as obras da usina em 63 dias, e pede que seus contratos passem a valer somente após esse prazo.

O pagamento de ontem só foi realizado porque os sócios da Santo Antônio Energia -Furnas (39%), fundo Caixa FIP Amazônia Energia (20%), Odebrecht Energia (18,6%), SAAG Investimentos, cujo principal acionista é a Andrade Gutierrez, (12,4%), e Cemig (10%) - aceitaram, na sexta-feira, fazer um aporte extra de R$ 860 milhões na empresa para que o compromisso pudesse ser saldado.

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