São José do Rio Preto registrou aumento de consumo de 70%

Em 5 anos, a população cresceu 5,6%, a pirâmide ganhou uma faixa social e o agronegócio dobrou a sua participação no PIB

CHICO SIQUEIRA, ESPECIAL PARA O ESTADO, SÃO JOSÉ DO RIO PRETO , O Estado de S.Paulo

29 de julho de 2012 | 03h09

Os moradores de São José do Rio Preto devem gastar R$ 8,78 bilhões em consumo de bens e serviços em 2012. O valor é 70% maior que em 2007, quando a economia local iniciou uma fase de crescimento e o consumidor gastou naquele ano R$ 5,15 bilhões. Neste período, a população cresceu 5,6%, a pirâmide ganhou mais uma classe social, os ricos ficaram mais ricos e o agronegócio mais que dobrou sua participação na economia local.

Os dados são da Conjuntura Econômica, estudo anual com os indicadores econômicos do município, divulgado pela Prefeitura de São José do Rio Preto.

Para Marcos Nascimento, dono da Cia. do Franchising, empresa especializada em franquias, um ciclo virtuoso, gerado por uma "interiorização dos negócios", foi responsável pela expansão do consumo. Instalada em São José do Rio Preto, a empresa, uma das três maiores do País no segmento, viu seus negócios mudarem de direção nos últimos anos.

"Deixamos de implantar franquias nas capitais para fazer isso no interior." Das 410 franquias instaladas pela Cia. do Franchising entre 2001 e 2005, 307 delas (76,6%) ficavam nas capitais e 103 (23,4%) nas cidades do interior. "Mas de 2006 para cá essa tendência se inverteu." Entre 2006 e 2012, a empresa implantou 775 franquias, mas apenas 15% (117) em capitais, enquanto 84,9% (658) foram no interior.

Zona urbana. Os índices de gastos per capita com consumo também cresceram em cinco anos, segundo os dados da prefeitura. Na zona urbana, foi de R$ 12,5 mil em 2007 e deverá ser de R$ 21,7 mil em 2012 (73,6%). Na zona rural, foi de R$ 5,3 mil em 2007 para R$ 11,15 mil em 2012 (110%), graças ao agronegócio, setor que teve o número de empresas ampliado em 213% no período. Em 2007, o consumo total de famílias do meio rural foi de R$ 117 milhões, em 2012 deverá ser de R$ 291,4 milhões, com aumento de 149% no período. Os salários da agropecuária cresceram 71%, de R$ 488,06 para R$ 835,64.

As classes B1 e B2 - que representam 41% dos lares rio-pretenses e cuja renda média mensal é de R$ 3,1 mil e R$ 6,4 mil, respectivamente - devem gastar R$ 4,45 bilhões (53,4% do total) em consumo em 2012. O poder de compra dessa parcela mais que dobrou no período.

As classes A1 e A2, que representam 6,8% dos lares, com rendas de R$ 10,9 mil/mês a R$ 18 mil/mês, devem gastar R$ 1,98 bilhão em consumo - ou 23,4% do total e 43% mais que em 2007.

A classe C continuou a ter o maior número de famílias, mas teve crescimento de consumo menor que a B e semelhante à A. Em 2007, estava em 38,5% dos lares, com gastos de R$ 1,22 bilhão no ano.

Em 2012, subdividida em C1 e C2, com renda mensal de R$ 1,9 mil e R$ 1,3 mil, respectivamente, está em 44,2% dos lares e deverá gastar R$ 1,98 bilhão, 48,3% mais que em 2007.

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