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São José dos Campos articula megacentro de eventos

Os executivos das cerca de 100 construtoras do Vale do Paraíba participam de uma torcida extra nesta época de Copa do Mundo. Um projeto da prefeitura de São José dos Campos para a construção de um megacomplexo de eventos pode injetar até US$ 500 milhões no setor.Trata-se de uma proposta ambiciosa da Secretaria de Desenvolvimento Econômico da cidade, que fica a 100 quilômetros da capital paulista. A intenção inicial é erguer um centro de eventos e serviços com cinco vezes a dimensão do parque Anhembi, o maior espaço para feiras do Estado. O complexo de São José teria algo como seis milhões de metros quadrados.De acordo com o secretário de desenvolvimento econômico, Ramón Tourón, o projeto já está em gestação há cinco anos e agora está na fase de estudos da viabilidade econômica para montar um plano de negócios que será entregue a potenciais investidores. Tourón explicou que há três empresas custeando a elaboração do estudo de viabilidade e, dentro de três meses, os detalhes serão conhecidos. Só essa etapa está consumindo R$ 1 milhão.Os potenciais investidores são empresas operadoras de feiras européias que pretendem aportar no Brasil e que deverão acessar o parque de construtoras da região para erguer o novo centro. "Eles queriam entrar no País, mas não haviam encontrado um espaço adequado para investir até agora", diz Tourón, responsável pela articulação do projeto.Um grande banco multinacional que investe no País há alguns anos também já demonstrou interesse em apoiar o megaevento.VocaçãoFamosa por sediar a fábrica de aviões Embraer, São José dos Campos pretende capitalizar os pontos fortes da sua localização. "Estamos a 45 minutos do aeroporto internacional de São Paulo, em Guarulhos, e num importante entroncamento rodoviário para as regiões vocacionadas ao turismo", explicou o secretário.São José é rota para o litoral norte paulista, que fica a 80 quilômetros, e também para o Rio de Janeiro. Está próximo também de Aparecida do Norte, de turismo religioso, de Campos do Jordão (60 km) e de cidades históricas como São Luís de Paraitinga. "O grande mote é explorar o pré e o pós-evento com esses atrativos", afirmou Ramón Tourón.O município tem também um aeroporto internacional, hoje utilizado apenas para cargas, mas que pode ser revitalizado para o transporte de passageiros assim que o projeto do centro sair do papel.A mesma Embraer poderia fomentar os primeiros eventos no novo centro. Segundo Tourón, o grupo realiza anualmente quatro encontros com seus parceiros em outras cidades pela falta de um espaço adequado para reuniões de porte em São José. ConstruçãoSegundo o presidente da Associação dos Construtores do Vale do Paraíba (Aconvap), Cedric Veneziani, o projeto abre um leque de oportunidades para as 100 construtoras da região. Além do centro em si, uma cadeia de serviços será instalada no município, com hotéis, agências bancárias e locadoras de automóveis. "Até o aeroporto exigirá reformas para a recepção de turistas", disse Veneziani."É um incremento indiscutível para o setor: haverá muitas obras para muita gente e por muito tempo", avaliou. Para ele, é difícil mensurar o impacto do projeto, que pode, inclusive, atrair construturas de outras regiões. "Haverá um efeito imediato na geração de empregos, certamente", apontou Veneziani.A Aconvap vem se reunindo periodicamente com a prefeitura da cidade para discutir o projeto. Leia mais sobre os setores de Construção Civil e de Comércio e Serviços no AE Setorial, o serviço da Agência Estado voltado para o segmento empresarial.

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