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São Paulo atrai gente

Capital paulista recebe turistas por variadas razões e se aproveita disso para gerar receitas

Celso Ming, O Estado de S.Paulo

20 Fevereiro 2016 | 16h00

Atualizada às 16h40 de segunda-feira, 20 de fevereiro de 2016

São Paulo vai receber nas próximas semanas os Rolling Stones e a edição de 2016 do Lollapalooza, e na agenda há mais datas reservadas neste ano para shows internacionais, eventos que geram receitas para a cidade.

O Lollapalooza, festival em que diversas bandas tocam em um fim de semana, se consolidou em São Paulo e vai em 2016 para sua quinta edição anual seguida. No ano passado, o evento teve público de 136 mil pessoas, dentre as quais estavam turistas que deixaram R$ 93 milhões na cidade – ante R$ 60 milhões em 2014. De acordo com os dados da *São Paulo Turismo (SPTuris, empresa de turismo e eventos da cidade de São Paulo), cada visitante, em média, ficou 2,3 dias na cidade e gastou R$ 1.659 no período.

De 2014 para 2015, a sede do evento musical mudou do Jockey Club para o Autódromo de Interlagos, que anualmente recebe o Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1. A etapa da competição automobilística é outro atrativo da cidade, uma vez que, em média, 40% do público do fim de semana é composto por turistas – em 2015, 136 mil pessoas foram a Interlagos nos três dias de atividade.

Outras apostas para atrair visitantes são o carnaval de rua, que diz a Prefeitura ter gerado R$ 650 milhões neste ano; a Parada Gay, que até 2012, ano do último levantamento, era composta 40% por turistas, de acordo coma SPTuris; e a Virada Cultural. Os três eventos carecem de dados oficiais atualizados, mas nota-se que são sucesso de público. O comércio da cidade é outro fator que aumenta o fluxo de visitantes, principalmente a Rua 25 de Março, que recebe diariamente 400 mil pessoas e movimenta R$ 120 milhões em dias comuns, valor que sobe para R$ 300 milhões em datas comemorativas. De 1,4 mil entrevistados para um estudo de 2015 da SPTuris, 24% não eram da capital.

São Paulo é também atrativa para o chamado turismo de negócios. Dos cerca de 15 milhões de visitantes que vieram à cidade em 2014, ano do último levantamento feito pela SPTuris, cerca de metade viajou à capital paulista para tratar de questões relacionadas a trabalho, mesmo que em ano de Copa do Mundo. Não sem razão, empresas escolhem São Paulo para abrigar feiras que servem de vitrine para novos negócios.

São 90 mil eventos desse tipo por ano em São Paulo e os maiores deles acabam abrigados no Pavilhão do Anhembi, no Expo Center Norte e no Transamérica Expo Center. A novidade será o São Paulo Expo, antigo Centro de Convenções Imigrantes, concedido por 30 anos pelo governo do Estado ao GL Events, que promete investimento de R$ 300 milhões. O local sediará em 2016 eventos como o Salão Internacional do Automóvel e a Brasil Game Show (a maior feira de jogos eletrônicos da América Latina).

Os diversificados eventos renderam à cidade R$ 273 milhões em 2015 de Imposto Sobre Serviço (ISS), 1% a mais do que no ano passado, e colaboram para que São Paulo seja o destino mais visitado do País entre brasileiros e o segundo que mais recebe estrangeiros, de acordo com o Ministério do Turismo. A capital paulista e seus visitantes se mostram bom negócio um para o outro. /COLABOROU FERNANDO ARBEX

CONFIRA

Abaixo notas de 100

Em artigo assinado no ‘Washington Post’, o ex-secretário do Tesouro dos Estados Unidos Larry Summers defendeu o fim das emissões de notas de 500 euros e de 100 dólares. Ele argumenta que essas notas facilitam a lavagem de dinheiro, o narcotráfico, o terrorismo, a corrupção e a evasão tributária. 

Bin Laden

São necessárias cinco malas pretas com notas de 100 euros para carregar a mesma importância que cabe numa mala com notas de 500 euros. É por isso, avisa Summers, que a nota de 500 euros leva o apelido de Bin Laden e que essa mesma nota de 500 euros vale em alguns segmentos do mercado quase seis vezes mais do que cinco notas de 100 euros. 

Em dinheiro, não

Presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi já se declarou favorável à proposta. Também para dificultar a lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo, há cinco meses a França proibiu compras superiores a mil euros feitas em dinheiro vivo.

*A SPTuris havia erroneamente sido creditada como Secretaria Municipal de Turismo

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