São Paulo é a ´elite´ dos salários, aponta IBGE

São Paulo é a "elite" do mercado de trabalho nos segmentos que pagam os maiores salários, mas faz a média por baixo com outras regiões em setores com remunerações mais reduzidas, como construção e serviços domésticos. Segundo o gerente da pesquisa mensal de emprego do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Cimar Azeredo, "na miséria todos (as regiões) são iguais" no que diz respeito ao rendimento dos trabalhadores.No segmento de Serviços, por exemplo, São Paulo dispara na frente no conjunto das seis regiões pesquisadas, com salário de R$ 1.620,90 em fevereiro deste ano, ante uma média de R$ 1.379,60. Para ele "é enorme" a distância entre São Paulo e Recife (R$ 739,30) no rendimento dessa categoria. Porém, no segmento de Serviços Domésticos, com os menores salários entre os setores pesquisados pelo IBGE, a distância de São Paulo diminui muito. O rendimento dos domésticos na região foi de R$ 379,70 em fevereiro, pouco acima dos R$ 349,80 da média.O mesmo ocorre no segmento de Construção, no qual, ainda que o mercado de trabalho paulista se mantenha com salário mais elevado - de R$ 769 - do que a média - de R$ 690 - a diferença não é tão forte quanto em segmento mais "nobre" em salários como Serviços. Outro setor de bons salários no qual a distância de São Paulo é respeitável é a Indústria, com média de R$ 1.051,60 nas seis regiões e de R$ 1.212,60 no mercado do estado.Salários menoresO levantamento realizado por Azeredo mostra também que, exceto nos segmentos de Educação e Serviços Domésticos, São Paulo paga os melhores salários entre as seis regiões. Os trabalhadores na Educação de Porto Alegre, com rendimento real médio de R$ 1.574,90, ganham mais que os paulistas, que têm uma média salarial de R$ 1.494,30. O grupo de Serviços Domésticos também paga menos no estado do que em outras regiões. Os gaúchos, por exemplo, têm rendimento médio de R$ 384,20, enquanto, os paulista, de R$ 379,70.

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