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São Paulo é a preferida dos europeus para investimentos

São Paulo é o segundo local mais citado por empresas européias como possíveis destinos de seus investimentos nos próximos cinco anos, só perdendo para Xangai, na China, de acordo com pesquisa anual realizada pela consultoria internacional Cushman & Wakefield Semco. A cidade ocupa o mesmo lugar no ranking registrado no ano passado, mas o que causou surpresa foi o fato de as empresas consultadas não terem mudado de opinião mesmo com as notícias que recebiam sobre o Brasil. As entrevistas foram feitas em julho, auge das especulações sobre a eleição presidencial. O País mereceu atenção sobretudo entre investidores do setor industrial. Nesse caso, São Paulo foi o local mais citado pelas empresas. Entre os que apostam no Brasil, cerca de 70% são espanhóis e italianos e 17,5% são alemães. De acordo com o diretor de Negócios Imobiliários da empresa, Paul Weeks, os entrevistados acreditam que em São Paulo vão encontrar espaço para crescer entre os consumidores e mão-de-obra especializada para trabalhar em suas fábricas, não se importando com as atuais incertezas sobre a economia local. ?Essas empresas têm uma visão de crescimento a longo prazo. Não são simplesmente investidores que estão pensando em aproveitar um momento?, afirma. A grande surpresa da pesquisa foi o desempenho de Buenos Aires, que apesar de toda a crise argentina, ficou em quinto lugar, merecendo destaque entre as empresas que atuam no setor de serviços. Nesse caso aparecem os investidores oportunistas, para aproveitar os custos baixos em dólar. Para o vice-presidente de Operações Internacionais da Cushman, John Coppedge, prevalece entre os investidores estrangeiros o sentimento de que Brasil e Argentina são fundamentais para quem quer conquistar espaço no Continente. ?Eles acreditam que, passado esse momento, a América do Sul vai continuar crescendo?, afirma. Coppedge veio a São Paulo oficializar a unificação de suas duas divisões de negócios para a América do Sul ? a de gerenciamento de propriedades e a de negócios imobiliários. A mudança deve facilitar o contato com os clientes, que agora terão de tratar sobre todos os assuntos com uma mesma equipe. ?Neste momento, os clientes estão mesmo precisando de uma atenção maior?, acredita o executivo. Nos últimos quatro anos, a empresa investiu cerca de R$ 12 milhões em São Paulo em pessoal e ferramentas tecnológicas para melhorar a relação com os clientes. Com a previsão de novos investimentos no próximo período, a intenção é investir o mesmo valor em três anos.

Agencia Estado,

23 de novembro de 2002 | 09h22

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