Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

São Paulo e Miami são destinos mais buscados para resgate de milhas áreas

Segundo levantamento de associação do setor, capital paulista é seguida de Rio de Janeiro e Brasília: Miami lidera no exterior

Letícia Fucuchima, O Estado de S.Paulo

20 Setembro 2017 | 10h47

São Paulo é o destino de viagem mais procurado para o resgate de passagens aéreas, segundo levantamento da Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Fidelização (Abemf) , divulgado nesta quarta-feira, 20. No ranking nacional, a capital paulista é seguida de Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre e Salvador. Em viagens internacionais, Miami está no topo da lista. Em seguida, aparecem Orlando, Buenos Aires, Nova York e Lisboa.

Na hora de comparar programas de milhagem, o consumidor deve ter atenção às regras de cada empresa para conseguir economizar com os pontos. Entre as principais reclamações dos passageiros estão as milhas não computadas, o extravio de milhas e o não cumprimento de promoções.

De acordo com a Abemf, os cadastros em programas de fidelidade atingiram 100 milhões no segundo trimestre deste ano, correspondendo a um crescimento de 24% em relação ao verificado em igual período do ano passado. O número compila resultados de seis empresas associadas à entidade (Dotz, Grupo LTM, Multiplus, Netpoints, Smiles e TudoAzul).

Foram 60 bilhões de pontos e milhas emitidos no período, o que equivale a um aumento de 25% em relação ao segundo trimestre de 2016. Desse total, 87% vieram do varejo e de cartões de crédito, e o restante, de viagens. Já os pontos e milhas resgatados somaram 49 bilhões, número 33% superior ao do segundo trimestre do ano passado. As passagens aéreas continuaram como as mais procuradas (76%), seguidas por produtos e serviços.

Com isso, a taxa de burn earn, que mede a razão entre pontos e milhas resgatados e acumulados, atingiu 81% entre abril e junho de 2017, quatro pontos porcentuais acima do observado em igual intervalo do ano passado. Nesse cenário, o faturamento das empresas associadas aumentou 9% em relação ao segundo trimestre de 2016, chegando a R$ 1,49 bilhão.

Em discurso no Fórum Brasileiro de Fidelização, o presidente da Abemf, Roberto Medeiros, comemorou os resultados do período. Medeiros atribuiu o crescimento de todos os indicadores do setor ao interesse cada vez maior dos brasileiros em programas de fidelização e aos esforços das empresas em desenvolver e oferecer novas alternativas aos consumidores. “E a cultura do brasileiro não é a de usar e abusar dos programas de fidelidade”, afirmou, reforçando o potencial de expansão do mercado.

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