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São Paulo é o Estado que mais perde moradores, revela o Pnad

Em 2006, saldo de pessoas que deixaram o Estado foi de 207 mil; Santa Catarina é o que mais atrai

Sérgio Gobetti ,

21 de setembro de 2007 | 08h44

Depois de décadas sendo o principal pólo de atração de gente de todos os cantos do Brasil, o Estado de São Paulo se transformou, no novo milênio, na unidade da federação que mais perde moradores. Só em 2006, o número de pessoas que deixaram o território paulista em busca de novos horizontes superou em 207.098 a quantidade de imigrantes que chegaram ao Estado. O saldo de "perda" é três vezes maior do que o do pobre Estado do Maranhão. Esses dados, extraídos da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), foram divulgados ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e revelam, segundo o presidente da instituição, Marcio Pochmann, um "padrão migratório não conhecido no Brasil".  Enquanto São Paulo, que na década de 90 atraía 400 mil novos moradores por ano, sofre uma espécie de êxodo, o inverso está ocorrendo com regiões em que outrora a população emigrava em busca de melhores oportunidades de trabalho. A Bahia, por exemplo, chegou a perder 220 mil moradores por ano entre 1992 e 2000, e atualmente está recebendo de volta cerca de 33 mil pessoas por ano, já descontando as que continuam a deixar o Estado. Nem sempre, entretanto, o caminho é de volta para a terra natal. Santa Catarina Atualmente, por exemplo, o Estado que mais atrai pessoas de outras regiões é Santa Catarina: seu saldo migratório foi de 77 mil pessoas por ano entre 2001 e 2005 e 90 mil em 2006. Segundo Pochmann, o novo movimento migratório mostra que as pessoas estão em busca de maior qualidade de vida, mesmo quando isso implica redução de renda ou status.  Existem médicos trocando São Paulo, por exemplo, por regiões mais tranqüilas do País. Mas isso só ocorre depois de as pessoas terem, em geral, obtido uma melhoria de educação e renda nas maiores cidades do País. O êxodo também não é da cidade para o campo, mas sim para cidades não tão populosas como São Paulo ou Rio de Janeiro, que oferecem maior qualidade de vida. Além dessas mudanças no fluxo populacional, o novo presidente do Ipea também destacou o crescimento do emprego nos últimos anos e arriscou uma projeção: se a economia continuar a crescer a 5% ao ano, como previsto pelo governo, a taxa de desemprego deve cair para 4,2% até 2010, no fim do governo Lula, retornando ao nível na qual se encontrava na década de 80.

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