São Paulo mantém liderança na indústria, diz IBGE

São Paulo manteve a liderança no ranking das vendas industriais do País em 2004, mas prosseguiu na trajetória de perda de porcentual de participação para outras regiões, segundo mostra a Pesquisa Industrial Anual (PIA 2004), divulgada nesta segunda-feira pelo IBGE.Embora permaneça no primeiro lugar, houve perda na participação do Estado no total do País entre 2000 (46,3%) e 2004 (41,1%). Em termos de exportações, São Paulo também ocupou a liderança, participando com 32,2% do total das exportações brasileiras em 2004, mas também teve redução na sua participação nas vendas externas, passando de 35,9% em 2000 para 32,2% em 2004.A indústria de Minas Gerais ocupou a segunda posição em nível regional nas vendas industriais do País, fato já observado em 2000. Ao contrário de São Paulo, a indústria mineira aumentou a sua representatividade no total das vendas brasileiras de 2000 (9,9%) para 2004 (10,4%). Em relação às exportações, Minas Gerais manteve o segundo lugar no ranking nacional.Ainda de acordo com a pesquisa, o Rio Grande do Sul se manteve na terceira posição nas vendas e no total de exportações da indústria. No quarto lugar, permaneceu o Rio de Janeiro que, pela ótica das exportações, foi o Estado que mais ganhou participação nas vendas externas brasileiras: em 2000, respondia por 3,3% e, em 2004, passou para 7,3%, puxado pelo bom desempenho da indústria de petróleo. (Jacqueline Farid)Concentração industrialA participação das grandes empresas no valor total das exportações no país mostra "uma clara trajetória de concentração": 74,1%, em 1996; 76,4%, em 2000; e 80,8%, em 2004.As médias empresas têm perda de participação nas exportações, de 20,7% em 1996, para 13,7% em 2004, enquanto as pequenas mantiveram participação estável, em torno de 5,0%, nos três anos analisados.A concentração não impediu um aumento na base exportadora, uma vez que vendem para o mercado externo aumentou de 8.400, em 1996, para 11.300 em 2004.Apesar do aumento da base exportadora, segundo o IBGE, houve "intensificação da concentração industrial" na medida que as grandes empresas aumentaram sua participação, entre 1996 e 2004, não só no total das exportações, como também na receita industrial e no valor da transformação. Em 2004, as grandes empresas responderam por 66,4% da receita industrial e 69,4% do valor da transformação e esses dois índices mostraram valores acima dos de 1996. ExportaçõesEste movimento de expansão foi verificado nos três portes de empresa (pequena, média e grande). A análise do IBGE cria uma tipologia de agregação de setores em quatro categorias industriais (alta, média-alta, média-baixa e baixa), de acordo com o seu grau de abertura às exportações. A PIA conclui que o grupo de "alta intensidade exportadora" concentrou, em todos os anos analisados, o maior percentual do total exportado, variando de 54,0% em 1996 para 60,9% em 2004.Entre os segmentos industriais investigados pelo instituto, 12 permaneceram nos três anos de análise (1996, 2000 e 2004) entre os de alta abertura às exportações: indústria extrativa; conservas de frutas, legumes e outros vegetais; óleos e gorduras vegetais e animais; produtos do fumo; curtimento e outras preparações de couro; madeira; celulose e outras pastas para a fabricação de papel; ferro gusa, ferroligas e siderurgia; metalurgia de metais não-ferrosos; máquinas e equipamentos de uso na extração mineral e construção; fabricação de armas, munições e equipamentos militares; e aeronaves.Destacam-se embarcações e o de abate e preparação de carne e de pescado. Estes dois setores juntos respondiam por cerca 2,0% do total exportado, em 1996, e passaram para aproximadamente 8,5% em 2004. Os técnicos do IBGE vão conceder entrevista daqui a pouco para comentar os resultados da PIA.

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