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Sardenberg: Anatel analisa alertas de possível 'caladão'

O presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Ronaldo Sardenberg, disse hoje que o órgão regulador criou uma comissão técnica para analisar os alertas que vem sendo feitos na imprensa de que possa ocorrer no setor de telecomunicações um possível "caladão". O grupo técnico fará um levantamento para verificar se os investimentos que estão sendo feitos pelas empresas de telecomunicações estão acompanhando o crescimento da demanda. "Há muita informação ou desinformação sobre a perspectiva de um apagão no setor, seria um ''caladão'', e isso é uma coisa que tem me preocupado muito", afirmou Sardenberg na abertura do 20º Encontro Telesíntese, para discutir investimentos e competição no setor de telecomunicações.

GERUSA MARQUES, Agencia Estado

25 de novembro de 2009 | 11h37

Hoje, segundo Sardenberg, será a primeira reunião deste grupo e a previsão é de que a conclusão dos estudos saia até o fim do ano. "Vou pedir a cada setor que dê seu laudo", afirmou o presidente da Anatel. Ele avaliou que está havendo "certo alarme" em torno do assunto e disse acreditar que não haja fundamento para essas denúncias.

Segundo Sardenberg, a agência tem uma preocupação permanente com o funcionamento das redes e com a satisfação dos usuários. "Estamos efetivamente atuando aí neste tópico, neste momento preciso, principalmente depois do que aconteceu na eletricidade", disse Sardenberg, citando o apagão que ocorreu no início deste mês, que atingiu 18 Estados brasileiros. "Depois de um exemplo na área elétrica, não podemos ficar parados", acrescentou.

Durante sua exposição no seminário, Sardenberg lembrou que a Anatel já previu a necessidade de R$ 250 bilhões de investimentos privados em todos os segmentos de telecomunicações até 2018. Segundo ele, a criação do grupo técnico "é uma maneira de ter uma visão mais clara de que os investimentos neste momento estão sendo suficientes e trabalhar nesse sentido com as empresas". "Os investimentos se atraem e não se impõem", afirmou.

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