Sarkozy: acordo vai proteger Grécia contra especulação

Um acordo obtido pela zona do euro para oferecer assistência financeira à Grécia junto com o Fundo Monetário Internacional (FMI) vai proteger o país contra a especulação, afirmou hoje o presidente da França, Nicolas Sarkozy. "O acordo que alcançamos é claramente de natureza preventiva", disse, em entrevista à imprensa em Bruxelas. "Ele representa um seguro político para a Grécia, permitindo ao país implementar as reformas corajosas que está implementando sem ser penalizado pela especulação e comportamento irracional dos mercados."

AE, Agencia Estado

25 de março de 2010 | 20h55

O presidente francês acrescentou que os líderes da zona do euro "esperam (que o acordo) se traduza na normalização da situação do mercado com relação a Grécia". O spread de risco dos bônus da dívida da Grécia em relação aos títulos da Alemanha e França disparou nas últimas semanas, com os mercados perdendo a confiança na capacidade da Grécia de colocar suas finanças públicas sob controle.

O plano para redução do déficit orçamentário anunciado pelo governo do primeiro-ministro, George Papandreou, para atender as exigências dos membros da zona do euro, desencadeou uma onda de greves e episódios violência na Grécia.

Sarkozy declinou em dizer se haverá qualquer limite máximo ao valor do apoio que o restante da zona do euro estaria preparado a oferecer para a Grécia, cuja necessidade de financiamento neste ano soma mais de 50 bilhões de euros. A Grécia precisa refinanciar ao redor de 22 bilhões de euros em dívida até o final de maio. Contudo, o presidente francês destacou que "ninguém está imaginando que a Grécia possa entrar em default".

Os 16 membros da zona do euro aceitaram um acordo sob o qual proporcionarão a maior parte de qualquer pacote de ajuda em conjunto com o FMI. Sarkozy reconheceu que isto representa uma concessão entre aqueles que queriam que a Europa administrasse a crise da Grécia por conta própria e aqueles que não queiram sobrecarregar seus próprios contribuintes com o socorro a outro membro da zona do euro. As informações são da Dow Jones.

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