Coluna

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Sarkozy diz que será duro com Bush nas negociações

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, disse ontem que já avisou o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que será duro nas negociações da Organização Mundial do Comércio (OMC). As conversações da Rodada Doha serão retomadas no início de setembro.Sarkozy, apesar de sua aparente nova amizade com a Casa Branca, já alertou que não vai fazer concessões no campo agrícola enquanto os Estados Unidos não demonstrarem sinais de flexibilidade nas negociações.Sarkozy revelou a sua conversa com Bush em um encontro com representantes agrícolas franceses, recebidos pelo novo presidente na última terça-feira. O presidente francês teria dito ao americano, durante um encontro no último dia 11 de agosto, que será ''''tão duro como ele (Bush)'''' no dossiê agrícola da OMC.A revelação de Sarkozy ocorre no momento em que França e Estados Unidos tentam inaugurar uma nova fase em suas relações, depois de anos de um mal-estar causado pela rejeição do ex-presidente Jacques Chirac à atitude dos americanos na guerra do Iraque.No que se refere ao comércio, porém, não há sinais de que o presidente francês adotará uma atitude diferente da de seu predecessor.CRISEAs negociações da Rodada Doha estão em um momento de crise, já que não há nenhum sinal de que os americanos estariam dispostos a reduzir seus subsídios agrícolas.Sem demonstração dessa flexibilidade, os europeus se recusam a reduzir suas tarifas de importação de bens agrícolas, alegando que acabariam facilitando a entrada de produtos americanos subsidiados e afetando seus próprios produtores.Com seu recado, Sarkozy deixou claro que não será o primeiro a flexibilizar sua posição negociadora. Para analistas em Genebra, quem perde com isso são os países emergentes, como Brasil e Argentina, que querem uma liberalização na agricultura mundial.No próximo dia 4, os 151 países da OMC voltam a se reunir em Genebra para debater como permitir que o processo não seja declarado morto, ainda que muitos duvidem da capacidade dos governos em chegar a um entendimento até o final deste ano.

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