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Sarkozy diz que UE faz concessões excessivas à OMC

O presidente francês, Nicolas Sarkozy,disse no sábado que a União Européia está fazendo concessõesexcessivas nas atuais negociações da Organização Mundial doComércio (OMC) e pediu aos países emergentes que demonstremmais boa vontade. Sarkozy disse que a União Européia precisa defender seusinteresses de modo mais vigoroso e que a França se oporá aqualquer acordo que vá contra os interesses do país e do blocode 27 nações. "Lamento que a Europa esteja fazendo cada vez maisconcessões importantes sem nada em troca. A atitude é deimpasse", disse Sarkozy na inauguração da feira agrícola anualde Paris. "O governo da República Francesa vai se opor firmemente aqualquer acordo que sacrifique os interesses da agricultura daFrança e da UE", afirmou. A França é a maior beneficiária dos subsídios agrícolas daUE, avaliados em mais de 40 bilhões de euros (58,5 bilhões dedólares) por ano, no total. As negociações da rodada de Doha quase foram paralisadas emGenebra esta semana enquanto diplomatas examinavam textosrevisados, divulgados este mês para pavimentar o caminho emdireção à reunião ministerial. A rodada de Doha foi iniciada em novembro de 2001 com oobjetivo de incentivar a economia mundial e ajudar os países emdesenvolvimento a sair da pobreza via aumento das exportações. Qualquer acordo implica países ricos abrindo seu mercado dealimentos ao cortar impostos e subsídios agrícolas em troca docorte de impostos a bens industrializados pelos países emdesenvolvimento. "Os países emergentes acham que têm apenas direitos enenhum dever", disse Sarkozy. As negociações de Doha, que já foram encerradas váriasvezes, foram retomadas no ano passado. Em reunião no FórumEconômico Mundial em Davos, no mês passado, os ministros docomércio declararam sua intenção de se reunir em março ou abrile fechar o acordo até o final do ano. NÃO A QUALQUER PREÇO Sarkozy advertiu que as negociações podem chegar a umimpasse novamente. "Estamos nos afastando ainda mais doobjetivo inicial desta rodada", disse ele, afirmando que para aretomada das negociações na OMC os objetivos devem ficarclaros. "Eu prefiro chegar a um acordo, mas não a qualquer preço",disse. As propostas mais recentes, elaboradas pelo chefe denegociações agrícolas na OMC, exigem que a UE vá além doplanejado originalmente, cortando tarifas de importação para osprodutos agrícolas. A França vem se opondo a esse tipo de concessão agrícola,que o líder comercial da UE, Peter Mandelson, disse estardisposto a considerar, caso outros membros façam sacrifíciossimilares. "Quem quer destruir a política agrícola comum não acreditana Europa. Não há motivo para deixar o campo aberto para nossosamigos norte-americanos, os fazendeiros dos EUA", disseSarkozy. "Eles não fazem isso por nós, por que deveríamos fazer poreles?" A França assume a presidência da União Européia em julho, eSarkozy disse querer assumir a ofensiva e lançar uma revisão daPolítica Agrícola Comum (CAP) da UE, antes do reexame completoda política, marcado para 2013. Após seu discurso, Sarkozy passeou pela feira durante umahora, cumprimentando agricultores e pecuaristas de todo o país,além de provar seus produtos. Seu predecessor, Jacques Chirac, um gourmand confesso,costumava passar meio dia na feira, que recebe mil criadores,mais de 3 mil animais e 700 agricultores.

SYBILLE DE LA HAMAIDE, REUTERS

23 de fevereiro de 2008 | 11h50

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