Satélites e 5G impulsionarão a mobilidade no Brasil
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Satélites e 5G impulsionarão a mobilidade no Brasil

Integração entre redes e tecnologia vai revolucionar a vida das pessoas

Estadão Blue Studio, O Estado de S.Paulo

09 de dezembro de 2021 | 08h00

O futuro que está batendo às portas traz muita evolução na mobilidade: veículos automáticos, transportes públicos inteligentes e celulares totalmente integrados aos sistemas de telecomunicação estão entre as novidades. A chegada da tecnologia 5G ao Brasil e o uso mais amplo de satélites também devem incrementar esse cenário promissor, como discutido durante o Summit Infraestrutura de Mobilidade em um painel mediado por Daniel Gonzalez, jornalista do Estadão.

Para Fabio Franco Costa de Alencar, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Telecomunicações por Satélite (Abrasat), o funcionamento da tecnologia 5G para redes móveis e de banda larga em sintonia com a constelação de satélites de que o País dispõe será transformador. É uma integração que deverá revolucionar a vida das pessoas, avalia o especialista. A conectividade, segundo ele, como a pandemia bem mostrou, faz tempo que deixou de ser luxo.

“Cada vez mais a internet é essencial na operação de cidades e pessoas. Os satélites podem criar um ecossistema com cobertura estável e praticamente total do 5G em qualquer parte do País, especialmente nos lugares mais remotos. Essa é a grande vantagem que o sistema vai oferecer, além de preços acessíveis.” Costa de Alencar antevê ainda que a nova rede poderá viabilizar toda a rota de transportes no País, inclusive com a integração dos transportes públicos. “Mas será preciso alto investimento financeiro das empresas envolvidas no desenvolvimento de tecnologias que viabilizem o conjunto.”

A Abrasat, recentemente, fechou uma parceria com o Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel) para aprimorar modelos de conectividade. “Estamos fazendo simulações e testes integrando redes de satélites e terrestres para integração do sistema e melhoria da conectividade com menor latência no fluxo de dados”, explicou Costa de Alencar.

Para que tudo funcione bem aqui embaixo, uma das premissas, claro, é que as redes de satélites estejam funcionando a contento lá no alto. Para viabilizar essa parte importante da equação, a rede da Viasat, por exemplo, é essencial. O grupo, que atua em mais de 40 países, incluindo o Brasil, está lançando uma nova constelação de satélites que deverá reforçar a operação e cobrir 100% do território nacional. “A cobertura será ampliada para nos conectar nas estradas mais distantes, em viagens de avião e em vários outros serviços. Estamos também desenvolvendo um protótipo de antena híbrida. Ela poderá ser colocada no teto dos veículos funcionando em redes 3G, 4G ou 5G, mas em regiões afastadas consegue alternar seu sinal para o satélite. A Viasat está em conversações com empresas para implementar o sistema”, explicou Leandro Gaunszer, diretor-geral da empresa.

Tornar as rodovias brasileiras mais inteligentes também é um dos objetivos comerciais da Huawei, fornecedora de tecnologia de soluções de informação. A empresa trabalha no desenvolvimento de soluções de conectividade para que os usuários das estradas tenham comunicação ininterrupta quando estiverem em movimento. “Fizemos algumas parcerias com o setor público e privado. Neste momento desenvolvemos com a Universidade de São Paulo (USP) novas soluções de experiência do usuário com o uso de redes wi-fi nas estradas. Também nos interessa aprimorar a tecnologia V2X com a indústria automobilística para a evolução dos veículos conectados e inteligentes”, explica Glaucio Giesen, gerente de Soluções da Huawei.

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