Saúde da economia é melhor do que no passado, diz Furlan

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, referiu-se hoje à crise política que abala o governo e disse que "continua muito otimista". Furlan participa, em São Paulo, do 7º Encontro Nacional de Relações com Investidores e Mercado de Capitais. "Nós, os mais veteranos, já vimos em outros tempos debates públicos sobre essas questões que estão na mídia, mas a saúde da economia brasileira está muito melhor agora do que no passado".Segundo Furlan, o País vai continuar a gerar superávits gêmeos (comercial e fiscal), ao mesmo tempo em que exportações e importações continuarão a crescer. Na avaliação do ministro, é possível para as empresas brasileiras crescerem, hoje, nos mercados interno e externo. "Não podemos perder a oportunidade de levar adiante o Brasil", comentou.Em relação à MP do Bem, Furlan afirmou que ela deve, sim, ser assinada na quarta-feira pelo presidente da República. Ele justificou o atraso na divulgação das medidas dizendo que, na verdade, o pacote está crescendo. Inicialmente, eram quatro medidas de estímulo, que, depois, cresceram para nove e já há novas medidas adicionais, inclusive algumas com benefícios para o mercado de capitais.O ministro reiterou que serão mantidas: a) criação de plataformas de exportação de serviços de TI; b) plataformas de exportação de produtos industriais, que não terão de antecipar a tributação sobre investimentos, hoje da ordem de 12% a 22% do total dos projetos; c) programa PC Conectado, com isenção de PIS/Cofins no varejo, além de condições especiais de crédito para um milhão de computadores; d) medidas que permitam o aproveitamento antecipado de PIS/Cofins. Esses quatro pontos já haviam sido divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.